Santo André, Corinthians, Grêmio, Sport e Fluminense já passaram pelo nosso caminho, torcedor alvinegro. Doze pontos foram perdidos. Estamos na zona de rebaixamento. Tentei esperar uma vitória no Brasileirão para começar o blog. Mas achei melhor colocar as palavras na página imediatamente. Escrever é reconfortante em uma situação como a que o Botafogo vive. Mas falo dela daqui a pouco. Antes voltarei um pouco no tempo...
Ano de 2007. Futebol mais bonito do Brasil. Campeão da Taça Rio e vice estadual, eliminado na semifinal da Copa do Brasil e nas oitavas-de-final da Sul-Americana. Segundo colocado no primeiro turno do Brasileiro e a nona posição ao final do campeonato. Decepção? Não. A palavra que escolhi foi crescimento. Muitos não concordam, mas paciência.
Ano de 2008. Campeão da Taça Rio e vice estadual, eliminado na semifinal da Copa do Brasil e nas quartas-de-final da Sul-Americana. A vaga na Libertadores ficou pelo caminho com a sétima posição no Brasileiro. Decepção? Admito que dessa vez sim.
Ano de 2009. Campeão da Taça Guanabara e vice estadual, eliminado na segunda fase da Copa do Brasil. Tudo como nos dois anos anteriores. O que nos acontecerá no segundo semestre? Parece que o técnico Ney Franco tem a resposta: "A única solução do Botafogo é o presente. O remédio para sairmos dessa situação é dar moral para o elenco que está aqui. Tenho confiança de que esses jogadores serão os responsáveis pela reação.".
Realmente fico ainda mais preocupada com essa frase. Se nossa salvação está no presente, não temos salvação. Calma! Talvez seja uma declaração de um coração alvinegro machucado. Ou talvez seja a contestação de algo que eu não queria admitir. Muitos vão discordar. Os mais apaixonados (também sou, acreditem!) vão dizer que estou exagerando.
Hoje vejo uma equipe inferior àquelas montadas nos anos que citei acima. Um time limitado. Muito pouco para ser o nosso Botafogo. Renan, Alessandro, Emerson, Juninho, Thiaguinho, Leandro Guerreiro, Fahel, Túlio Souza, Lucio Flavio, Tony e Victor Simões, me desculpem a sinceridade. Ressalto a qualidade do menino Renan, que terá um futuro brilhante, e o sempre valente Guerreiro. Os demais, me desculpem mais uma vez.
Mudança de diretoria. Mudança de treinador. Mudanças, mudanças, mudanças. Mas onde está o Botafogo que a torcida merece? Cadê o estádio cheio dos 75 mil alvinegros que fizeram uma linda festa contra o Resende no início do ano? Falta dinheiro, falta preparação, faltam parceiros etc. Alegam que falta muita coisa. E falta mesmo. Mas nosso amor pelo clube continua. Cadê o nosso Botafogo?
Não se muda uma situação complicada com o estalar dos dedos, presidente. Sabemos disso. Mas queremos uma equipe guerreira, comprometida, de talento suficiente para honrar nossa camisa. Me desculpem mais uma vez os atletas, que estão em General Severiano este ano, mas queremos algo mais. Não queremos lutar para não cair ou chorar até a última rodada para permanecer na Série A. Só queremos ter orgulho de mesmo nas derrotas saber que, em campo, foi dado 110% do que poderia ter sido dado.
Por levar o Botafogo no coração eu não desisto. E fico, como sempre, na torcida por dias melhores. Quando eles virão eu não sei. Mas os torcedores merecem essa resposta rapidamente. Muitos dizem que já passamos 21 anos sem títulos e que os problemas de hoje são mínimos se comparados aos do passado. Não importa. Quero rechear esse blog de conquistas, orgulho, vitórias, derrotas (poucas! mas se vieram, que venham após muita luta) e compartilhar com os botafoguenses que me darão o prazer da companhia um amor infinito pelo clube da Estrela Solitária.
O Santos vem aí. Mais uma chance. A torcida é garantida. Tomara que em campo o empenho também seja. Nos vemos antes desse duelo. Até o próximo post... e bola pra frente !
Gloriosas Saudações Alvinegras!
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