1 - A natural classificação para a final do Campeonato Carioca. Ou, como sonhar não custa nada, meio caminho para o título direto.
2 - O troco em grande estilo. Agora, nenhum vascaíno poderá falar da goleada por 6 a 0, sob o peso de ser motivo de chacota.
3 - A manutenção de uma freguesia. Se o jogo valer 10 centavos a mais do que os três pontos, o Botafogo vence o Vasco.
4 - A recuperação de Joel Santana. Um técnico contestado na África do Sul, zombado no Brasil por seu inglês, sai das férias para em menos de um mês ganhar a Taça Guanabara.
5 - A recuperação do Botafogo. Grande parte do mérito é do técnico, que recuperou a autoestima dos jogadores, deu confiança, organizou taticamente e fez um time limitado jogar de acordo com seus limites. Praticamente um mliagre.
6 - A recuperação da torcida. Os torcedores do Botafogo cansaram de sofrer nos últimos anos sem ter retorno, sem ver perfil vencedor, sem ver alguma retribuição. Joel devolveu também a confiança à torcida, o clube precisava.
7 - Tranquilidade para trabalhar. Com bons reforços, Joel Santana poderá armar seu time sem pressão e sem grandes problemas em mais oito jogos de "pré-temporada", a fase classificatória da Taça Rio.
8 - O estímulo para o clube movimentar o marketing. É hora de lançar o sócio-torcedor, já prometido pelo presidente Mauricio Assumpção, o novo site oficial, novos produtos e o que mais der na telha.
9 - A força para negociar investidores. Alguém quer ser associado a um time que leva de 6 a 0? E a um time campeão? Pois os patrocinadores da final já tiveram uma exposição absurda! Que continuem, ou que surjam novos.
10 - Que tal adicionar complemento ao apelido de Dodô? Seria algo como "Artilheiro dos Gols Bonitos em Jogos Inúteis". Novamente, quando mais se espera dele, some em decisão. Outro 'falso decisivo', Carlos Alberto outra vez tentou e nada produziu. Mais atrapalhou ataques do que ajudou.
11 - Enquanto o jogo estava parelho, ele dava sinais de querer complicar e enervar o Botafogo de novo. Depois, Marcelo de Lima Henrique pareceu querer compensar o pênalti de Ferrero em 2008. Mais estranho ainda foi validar o gol apesar o assistente levantar a bandeira desde antes da cobrança. Será que acha que se redimiu de 2008?
12 - Cornetem o quanto quiser, mas Alessandro e Fahel se superam em jogos decisivos. Jogam tudo que sabem (pouco, é verdade) e mais um pouco, porém impressionam pela raça, contagiando o time. E Leandro Guerreiro marca por três, talvez por isso cometa algumas falhas ou apareça errando em lance decisivo. E Fábio Ferreira é um baita zagueiro.
13 - El Loco é o poder. O uruguaio vai para a Copa e o Dodô vai ver TV. Há alguém ainda triste pela escolha da diretoria? Produto de marketing fantástico, El Loco ainda se mostra útil e importante dentro de campo.
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