Tão logo venceu as eleições do Botafogo, o novo presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, tratou de contar sua primeira medida no comando do clube: tentar reintegrar o quarteto de jogadores dispensado pelo mandatário antecessor, Maurício Assumpção, no início de outubro.

A ideia de Carlos Eduardo é que Emerson Sheik, Edilson, Júlio César e Bolívar ainda possam ajudar o grupo na reta final do Campeonato Brasileiro para escapar do rebaixamento.

“Se o quarteto tiver contrato ainda, quero conversar com os quatro. A ideia é reintegrá-los ao grupo. Quero dar palavra de apoio a esse elenco. Eles não estão mais sozinhos. Temos uma nova diretoria, um novo presidente. Temos dois jogos decisivos e vamos fazer de tudo para evitar o rebaixamento. Vou fazer o possível para contar com a ajuda dos quatro”, disse, em seu discurso de vitória.

Carlos Eduardo ainda comentou a tabela do clube e disse que pretende enfrentar o Atlético-MG, na última rodada, no Maracanã.

“O Botafogo precisa desse reforço para enfrentar o Santos. Eles [afastados] têm qualidade e capacidade. São a única carta que temos na manga para reverter essa situação. Palmeiras tem tabela difícil e queremos trazer decisão para o Maracanã [contra o Atlético-MG]. Pode ser um sonho, mas quero tentar”, disse o presidente que assumiu o clube imediatamente após a votação, já na madrugada de quarta-feira.

Além do futebol, Carlos Eduardo terá que se preocupar com a política. Com a vitória, o grupo do novo presidente terá direito a 126 cadeiras no Conselho Deliberativo. Segundo colocado, com 343 votos, Carlos Thiago Cesário Alvim, da chapa “Por Amor ao Botafogo”, ficará com 14 lugares no conselho.

O ex-diretor de marketing Marcelo Guimarães, da Chapa “O Grande Salto”, teve 200 votos. Vinícius Assumpção, do “Movimento Carlito Rocha”, somou 234 votos. Ambos não tiveram bom desempenho nas urnas e ficaram de fora do conselho.

O Deliberativo conta ainda com que conta com 84 integrantes fixos – 67 sócios beneméritos e 17 sócios grande beneméritos.

Fonte: UOL