A eliminação na Libertadores ainda parece não ter saído da cabeça de Jair Ventura. Depois de não conseguir a vaga na final da Copa do Brasil, a competição sul-americana era, praticamente, a última chance de título do Botafogo em 2017. Em um país onde se cobra muito por conquistas, era a oportunidade do treinador consolidar a boa temporada que faz à frente do clube carioca e de coroar o grupo, que vai sofrer com perdas e chegadas no próximo ano.

Mas o título não veio e restou apenas o Campeonato Brasileiro. E se a distância para o líder Corinthians é de 14 pontos, uma nova classificação para retornar à Libertadores é a grande forma de consolar a torcida botafoguense. É assim que pensa o técnico Jair Ventura. Após a vitória sobre o Coritiba, por 3 a 2, no último domingo (24), o treinador lamentou o fato de não conseguir nenhum troféu em 2017, mas se mostrou disposto a levar o Alvinegro à competição sul-americana pelo segundo ano consecutivo, o que quebraria um tabu e seria inédito na história do clube.

“A gente sabe que tem jogadores que estão por empréstimos. A gente sabe que, de repente, tem jogadores que já foram vendidos. A gente nunca repete esse mesmo grupo. Então a grande força do Botafogo no ano é o grupo. Fiquei triste de a gente não ter conseguido um título para marcar, porque a gente sabe que são os títulos que marcam um grupo. Mas se marca também com grandes trabalhos. Então a gente quer, como fizemos na Libertadores e Copa do Brasil, terminar de forma honrosa e buscar essa vaga na Libertadores para que o Botafogo possa em toda sua história disputar a Libertadores por dois anos seguidos”, disse.

De acordo com os cálculos do Departamento de Matemática da UFMG, as chances de classificação do Botafogo para a Libertadores é de 67,8%. Depois da vitória sobre o Coritiba, no Couto Pereira, o clube carioca entrou no G-6 e se firmou de vez na briga pelo G-4. A distância para o Palmeiras e o Santos, o quarto e o terceiro colocados, é de três pontos.

Fonte: Esporte Interativo