Artilheiro do Botafogo na temporada, Roger ainda tem futuro indefinido para 2018. O atacante tem contrato até o final de dezembro e ainda não acertou a renovação. Mas se depender do camisa 9, a parceria continuará para os próximos anos. Em clima leve, o jogador concedeu entrevista à Botafogo TV e não se poupou ao falar sobre a afeição criada com o clube alvinegro. O atleta se assumiu botafoguense e exaltou a união do grupo.

“Esse time não treme na base. Eu tenho orgulho de jogar com esses caras. Eu tenho orgulho de falar que vou para a guerra. Eu amo estar aqui. Como é bom estar no Botafogo. Eu tenho certeza que muitos jogadores queriam estar na nossa situação, porque eu já tive vontade de estar nessa situação quando não estava. É ruim jogar contra o Botafogo hoje”, disse.

Entretanto, todo esse amor ao Botafogo não significa que Roger fará lobby para permanecer em General Severiano. O atacante disse que a única forma de convencer a diretoria alvinegra a ampliar o seu contrato será mostrando merecimento.

“O Botafogo hoje é o meu time do coração. Não tem como eu não amar o Botafogo. Há um tempo dei uma entrevista e falaram que eu estava fazendo lobby para renovar. Nunca fiz e nunca vou fazer. Tem uma frase do Muricy que eu gosto e uso sempre: aqui é trabalho. Se eu merecer uma renovação, legal. Se não, eu não faço lobby. O Botafogo vai no meu coração pelo o que fez pela Giulia. O que eu vivi com minha filha aqui, o que a torcida do Botafogo fez por mim, não tem como. O Botafogo é o time do meu coração”, disse.

Reforço para esta temporada, Roger vem se destacando principalmente nos clássicos. Em dez jogos contra os rivais, o atacante foi à rede oito vezes. Os últimos dois foram contra o Flamengo, na vitória de 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. A média deixa o camisa 9 empolgado para os últimos confrontos – contra Vasco e Fluminense – que restam em 2017.

“Ganhar do Flamengo foi top. A gente precisava ganhar dos caras. É diferente o que eu estou vivendo nos clássicos. As bolas estão entrando, as jogadas estão saindo. É o maior barato. Tem um comparativo dos últimos 15 anos e eu estou na briga para ser o artilheiro dos clássicos. Ainda tem mais dois jogos pela frente. Dá para aumentar o número. Vamos lá. Quanto mais conquistas e mais quebras a gente faz o clube evoluir também”, encerrou.

Veja outros trechos da entrevista de Roger:

Relação com Jair

Ele é um ótimo gestor. Já falei algumas vezes. O ambiente do Botafogo é bom de verdade. Às vezes falam que é só porque está tendo resultado, mas não é. É uma casa que eu amo e aprendi a gostar. O futebol hoje está muito claro, todos se conhecem, todos têm os caras que analisam com setor de inteligência. Os treinamentos são muito parecidos. Mas a grande diferença é você gerir bem o grupo, e o Jair leva bem. A coisa aqui anda bem leve. Ele tem grande parcela nesse sucesso de 2017.

“Paizão” para os mais novos

Eu já puxei a orelha de dois garotos. Eu não posso falar quem, mas puxei firme. Chamei e falei: ‘você pode mudar a história da sua família’. Às vezes o jogador leva um lado muito egoísta. Pensa que está bem, tem um carro bacana, mora na Barra. Mas e a chance que Deus está dando para mudar a vida de quem mora na comunidade, nunca comeu em um restaurante, não sabe o que é comprar um roupa? É certo só você desfrutar disso? E sua mãe que fez tudo por você? Eu peguei um esses dias e ele me entendeu. Me ouviu. Eu disse que faço isso porque quero o bem. Mas é um menino bom e tem um coração maravilhoso.

Fonte: Esporte Interativo