Análise: aspectos do ‘Botafogo Way’ já puderam ser observados na vitória do sub-20 sobre o São Carlos na Copinha

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Análise: aspectos do ‘Botafogo Way’ já puderam ser observados na vitória do sub-20 sobre o São Carlos na Copinha
Henrique Lima/BFR

O Botafogo voltou a vencer na Copa São Paulo de Futebol Júnior-2023. Na manhã desta sexta-feira (6/1), o Glorioso derrotou o São Carlos por 1 a 0, no Estádio Luisão. O gol da vitória foi marcado pelo centroavante Maranhão, após grande jogada de Sapata. A garotada alvinegra superou um primeiro tempo ruim para conquistar a vitória na etapa final e garantir a classificação para a segunda fase.

O técnico Thiago De Camillis optou por manter a escalação da goleada na estreia. A filosofia de jogo baseada na pressão alta para a retomada da bola no campo de ataque foi colocada em prática mais uma vez. Desde os primeiros segundos de jogo, o Botafogo procurou encaixar a marcação para tirar a paz da troca de passes do adversário e a postura rendeu resultados: foram quatro retomadas de bola nos primeiros dez minutos.

Mas essa é apenas uma das bases do “Botafogo Way”, o projeto de criar uma identidade de jogo para o clube, que tem aspectos identificáveis no time sub-20. Zagueiros atuantes na construção da fase ofensiva, laterais que variam e também atacam por dentro, volantes que são meias interiores com qualidade com a bola e poder de marcação, extremos que atuam com pé invertido… Hoje, existem perfis definidos na formação na base para alimentar o futebol profissional.

Diferentemente do Pinheirense, que não conseguiu competir no aspecto físico do jogo, o São Carlos representou um desafio diferente para o Glorioso. Com uma marcação bem definida em bloco baixo para limitar os espaços para o ataque, o time do interior paulista explorou bem os contra-ataques a partir dos lançamentos explorando as costas da linha de defesa do Botafogo. As bolas paradas também foram uma arma importante dos donos da casa, o que evidenciou algumas dificuldades do sistema defensivo alvinegro na marcação de bolas aéreas.

Apesar dos 59% de posse no primeiro tempo, o Botafogo fez pouco com a bola nos pés. Com uma participação apagada dos meias, a bola quase não chegou aos jogadores de frente em situação de vantagem sobre a marcação. Na maior parte da primeira etapa, os ataques consistiram em passes diretos para Maranhão disputar na força com a defesa. Brendon mais uma vez não conseguiu mostrar seu talento e pareceu desconectado do restante da equipe, ineficaz na criação e sem conseguir aproximação com o centroavante.

A melhor chance do Glorioso na primeira etapa foi aos 40 minutos, em uma das poucas transições em velocidade que o time conseguiu encaixar. Felipe Vieira retomou a bola, tabelou com Jhonnatha e lançou Maranhão que saiu cara a cara com o goleiro, mas foi travado no momento da finalização, após ótima recuperação do zagueiro do São Carlos. No geral, foram os paulistas que tiveram as melhores chances e o apito do árbitro indicando o intervalo foi um alívio para o Botafogo.

A exemplo do jogo de estreia, o segundo tempo começou com a entrada de Antônio Villa no lugar de Brendon. O treinador procurou dar ritmo à posse de bola alvinegra, com mais velocidade na troca de passes e intensidade nas movimentações ofensivas. O Botafogo chegou a ter mais de 70% da posse e foi mais ativo no campo de ataque, o que ajudou a colocar Sapata no jogo. Discreto no primeiro tempo, o atacante criou ótima chance aos sete minutos da segunda etapa, que obrigou o goleiro adversário a duas grandes defesas.

Com 21 minutos, Thiago de Camillis repetiu outra substituição que deu certo na primeira rodada: a entrada de Léo Pedro na vaga de Jhonnatha. Pedindo passagem no time titular, Léo não demorou a voltar a estar envolvido em um lance de gol. O atacante tocou de calcanhar para Sapata, o camisa 7 arrancou em jogada individual e a bola terminou com Maranhão, que limpou a marcação e bateu firme para abrir o placar. Gol que premiou a boa leitura de jogo do treinador e a mudança de postura da equipe na etapa final.

Outro ponto positivo foi a melhora nos passes. Após registrar 85% de acerto na metade inicial de jogo, o Botafogo tinha 94% no momento do gol. Reflexo direto da melhor distribuição em campo, o que permite maior clareza nas linhas de passe e diminui a necessidade de passes forçados. O time também passou a escolher melhor o momento de tentar o drible e passou de seis acertos em nove tentativas para 100% de acerto nos 14 dribles tentados no segundo tempo.

O Botafogo fecha a participação na fase de grupos contra o Grêmio São-Carlense, na próxima segunda-feira (9), às 11h.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 63% x 37% SCA
Passes certos – BOT 285 (86%) x 138 (69%) SCA
Finalizações – BOT 14 (3 no gol) x 12 (3) SCA
Desarmes – BOT 14 x 3 SCA
Interceptações – BOT 7 x 3 SCA
Rebatidas – BOT 44 x 24 SCA
Cruzamentos – BOT 4/18 (22%) x 2/15 (13%) SCA
Lançamentos – BOT 16/33 (48%) x 13/43 (30%) SCA
Dribles – BOT 20/23 (87%) x 4/6 (67%) SCA
Perdas de posse de bola – BOT 25 x 26 SCA
Faltas – BOT 12 x 13 SCA
Cartões amarelos – BOT 2 x 3 SCA

Fonte: Footstats

Fonte: Redação FogãoNET

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