Análise: Fabinho traz experiência ao elenco do Botafogo, mas condição física e queda de rendimento preocupam

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Análise: Fabinho traz experiência ao elenco do Botafogo, mas condição física e queda de rendimento preocupam
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo segue reforçando o elenco para a disputa do Campeonato Carioca. O volante Fabinho, de 35 anos, foi a terceira contratação anunciada para a temporada. O ex-jogador do Ceará foi mais um atleta sem contrato a chegar no clube, que continua aguardando a entrada de receitas para buscar reforços mais impactantes.

Fabinho atuou no Vozão por quatro temporadas. Nesse período, trabalhou com sete treinadores diferentes, incluindo Enderson Moreira, e cumpriu diferentes posições e funções dentro de campo. Com Enderson em 2019, foi titular absoluto e atuou majoritariamente pelo lado direito da dupla de volantes do 4-2-3-1, sistema preferido do treinador. Em suas 138 partidas pelo time cearense, o polivalente camisa 19 jogou ainda como lateral direito, volante e meia central em um 4-1-4-1 e meia pela direita no 4-2-3-1. O jogador marcou três gols pelo Ceará. Jogou também no Internacional, Figueirense, América-RN e Alecrim.

Análise Fabinho

A opção dos treinadores em jogar com Fabinho avançado é justificada mais por sua capacidade de pressão sem bola que por sua habilidade de ajudar na construção de jogadas. Na última edição da Série A, os números do Footstats mostram um aproveitamento de 88% nos passes e 37% de acerto nos lançamentos (0,7 por jogo). Nos 19 jogos em que atuou, não deu nenhum passe que resultou em uma finalização. Para um jogador que atua na distribuição da bola e arrisca poucos passes difíceis, o volante teve números abaixo da média. Para efeito de comparação, Barreto registrou 91% de acerto nos passes na Série B.

A condição física do veterano é outra preocupação. O volante de 1,80m sempre se destacou pela intensidade e entrega dentro de campo. Em 2021, o atleta sofreu com uma lesão no joelho direito e, depois de duas temporadas com mais de 50 jogos pela equipe cearense, só conseguiu sequência como titular na reta final do Brasileirão. Nos 16 jogos em que começou como titular, foi substituído oito vezes e terminou com uma média de 69 minutos por jogo. Isso pode indicar uma queda de intensidade e rendimento no quarto final do jogo.

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Defensivamente, os números de Fabinho também não impressionaram em 2021. Teve a terceira melhor média de desarmes (1,6 por jogo) do Ceará em 2021, e ainda registrou média de duas rebatidas por partida. Mas foram as estatísticas de interceptações que chamaram atenção: 12 tentativas e quatro erros, um aproveitamento de apenas 66%, o quinto pior de todo o elenco do time cearense. Outro indício de que a queda de rendimento físico pode afetar o melhor posicionamento, a capacidade de cobertura e antecipação do volante.

Em um elenco formado, até então, com jogadores sem muita rodagem na Série A, Fabinho pode ajudar com sua experiência. Em quatro anos, participou da formação do elenco do Vozão que deixou de lutar contra o rebaixamento para alcançar lugares tranquilos no meio da tabela com classificações para competições continentais. Dentro de campo, o volante pode ser útil vindo do banco em situações específicas de jogo, seja para reforçar o meio-campo ou para aumentar a pressão na transição defensiva. Como titular está longe de ser o jogador ideal para atuar ao lado de Breno, pois ambos cumprem funções semelhantes.

Fonte: Redação FogãoNET

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