No dia 5 de setembro, os jogadores Carli, João Paulo e Gabriel anunciaram protesto de não participar mais de ações de marketing nem dar entrevista com backdrop, para não exibir os patrocinadores do Botafogo. Como manifestação devido ao atraso de salários, nem os atletas, nem o técnico Eduardo Barroca, nem o gerente de futebol Anderson Barros conversaram com a imprensa com o painel ao fundo desde então. Neste domingo, 6 de outubro, um mês após o início do protesto, o backdrop enfim voltou a ser exibido.

Na entrevista coletiva em que anunciou a demissão de Eduardo Barroca, o vice-presidente de futebol Gustavo Noronha falou na sala de imprensa do Estádio Nilton Santos.

– Vocês sabem que os jogadores protestaram de não fazer entrevistas nessa sala por conta de atrasos de remuneração, situação que a gente está trabalhando muito para resolver. Mas sou dirigente do clube e tenho obrigação de expor os nossos patrocinadores em todo o momento. Por isso a escolha de falar nesse ambiente em respeito aos patrocinadores – explicou Gustavo Noronha.

SALÁRIOS ATRASADOS E RESULTADOS RUINS

Motivados por salários atrasados, os protestos coincidem com maus resultados do Botafogo na temporada. A primeira manifestação, em abril, foi se recusar a ir para a concentração para o jogo de ida contra o Juventude, pela Copa do Brasil. O time empatou em 1 a 1 no Estádio Nilton Santos e acabou eliminado com derrota por 2 a 1 no Alfredo Jaconi.

O segundo protesto foi em julho, com recusa dos jogadores em conceder entrevistas ou participar de ações de marketing. Durante este mês, foram 5 jogos, com 4 derrotas (Santos, Atlético-MG, Flamengo e Atlético-MG) e 1 empate (Cruzeiro).

O terceiro protesto coincide com os 6 jogos a partir de setembro, com 4 derrotas (São Paulo, Bahia, Fortaleza e Fluminense), 1 empate (Ceará) e 1 vitória (Atlético-MG).

Neste período, o Botafogo pagou salários referentes a junho e parte de julho no dia 17 de setembro. Nesta segunda-feira, o clube volta a ter dívida de 2 meses (agosto e setembro) com jogadores e funcionários, sem previsão de pagamento.