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Pitacos: Anselmi é o menos culpado no Botafogo, mas corre risco de morrer abraçado nas próprias convicções

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

Pitacos: Anselmi é o menos culpado no Botafogo, mas corre risco de morrer abraçado nas próprias convicções
Vitor Silva/Botafogo

* Em primeiro lugar, vale registrar que Martín Anselmi é o menos culpado pela fase do Botafogo. Não é ele o dono do clube, o responsável pela disputa pelo poder, o gerador do transfer ban ou quem não contratou reforços. O técnico é mais uma vítima da confusão interna.

* Porém, o argentino tem sua parcela de responsabilidade. A principal está em insistir única e exclusivamente em uma forma de jogar, em uma esquema que não tem dado certo, sobretudo pela falta de opções.

* O cenário mais comum no Brasil é um técnico se adaptar ao contexto, não o contexto se adaptar ao técnico. Anselmi está tentando mudar tudo de uma vez só. Fica difícil.

* Como foi no clássico contra o Fluminense, em que o Botafogo perdeu por 1 a 0 e deixou uma péssima impressão. O time foi dominado, levou sustos e quase não ameaçou o adversário. Foi mal em todos os setores. Empilhou atacantes aleatoriamente no fim.

* Qual a parcela de Anselmi nisso? O esquema de jogo dele tira quase todos os jogadores de seus melhores (ou mais confortáveis) posições. Parece que pelo menos uns oito atletas estão improvisados. Isso sem nem falar em Nathan Fernandes de ala-esquerda ou Jordan Barrera como volante.

* Já falamos disso aqui. Vitinho e Alex Telles são laterais prontos para uma linha de quatro defensiva, primeiro defendem bem, sabem duelar contra pontas, ajudam na construção. Hoje, estão perdidos no sistema, atacando pouco e tendo que correr para trás.

* Newton não é zagueiro (nem Mateo Ponte). Ainda que cumpram a função taticamente, tem dificuldade enorme no enfrentamento contra centroavantes, no jogo de corpo, no timing do bote, em rebater bolas. Alexander Barboza está mais exposto, tendo que correr mais, sair para o jogo, marcar pontas de velocidade e habilidade. Perde o seu melhor, que é o posicionamento na área, a imposição e os cortes no momento certo.

* Allan e Danilo estão precisando cobrir longos espaços de campo. Ser o chamado box-to-box. Defender quase na própria área, controlar o jogo no meio e chegar na frente para finalizar. Tanto esforço cobra o preço fisicamente. O que talvez explique os dois saírem com problemas musculares do clássico com o Fluminense.

* Álvaro Montoro e Artur (este está mal novamente) são jogadores mais de construção e armação, de bola no pé, sem tanta agressividade. Geralmente, no Brasil se ataca com três homens no meio (dois pontas e um meia ou segundo atacante) e um centroavante. O Botafogo ataca só com três. Falta força a eles, companhia ofensiva, movimentação, verticalidade.

* O Botafogo é um time que ataca com pouca gente e que se defende mal. Que tem uma defesa em linha, exposta, com espaço para entrar pelos lados ou em lançamentos longos nas costas dos defensores. Essa conta não fecha. E piora quando não se tem um goleiro confiável, uma vez que Neto e Léo Linck não se firmam.

* Pela entrevista coletiva, Martín Anselmi vai dobrar a aposta. A reclamação dele é que o time não seguiu o que tem trabalhado, que não fez o que deveria ter feito. Ou seja, ele quer seu estilo de jogo a qualquer custo. Mesmo que enfrente adversários mais prontos, melhores ou treinados há mais tempo.

* A impressão é que esse Botafogo seria mais competitivo no 4-2-3-1 quase padrão. Mas, pelo visto, não é uma opção. Anselmi vai seguir com as próprias convicções, sem ter peças para tal, e corre risco de morrer abraçado com elas.

Fonte: Redação FogãoNET

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