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Pitacos: após perder para o Flamengo, Botafogo deveria ver coletiva de Leonardo Jardim para ‘resgatar’ estilo que consagrou o clube e foi jogado fora

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

Pitacos: após perder para o Flamengo, Botafogo deveria ver coletiva de Leonardo Jardim para ‘resgatar’ estilo que consagrou o clube e foi jogado fora
Vítor Silva/Botafogo

* Já que o Botafogo perdeu por 3 a 0 para o Flamengo, neste sábado (14/3), no Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro, que tal aprender com o técnico adversário? Vamos resgatar duas declarações aqui que se encaixam com o estilo que consagrou o clube alvinegro na sua melhor fase recente e simplesmente foi jogado fora.

* Primeiro, sobre posse de bola.

Não sou um treinador que admira a posse de bola estéril. Acredito que a posse de bola tem um objetivo: de criar espaço ou superioridade sobre o adversário. Quando o adversário pressiona menos, temos mais posse. Quando pressionam mais, deixam espaços que vamos aproveitar. É importante associar um jogo coletivo para dar dificuldades ao adversário. Estamos trabalhando ideias ofensivas de roubar a bola e sempre procurar o passe à frente, mais passes entrelinhas, e menos passes para os lados e para trás – disse Leonardo Jardim, após o clássico deste sábado.

* Lembrou alguma coisa? Pois é. O Botafogo era conhecido como o time das transições, chegava ao ataque em segundos, em poucos passes. Aproveitava a velocidade, sobretudo a proporcionada pelo gramado sintético. Hoje, com Martín Anselmi, opta pela lenta troca de passes para tentar atrair o adversário e não sai do lugar. Voltaremos nisso.

* A segunda fala de Leonardo Jardim é de quando chegou ao Cruzeiro e elogiou o Botafogo.

Acho que o futebol brasileiro nos últimos anos conseguiu, principalmente as equipes que ganharam campeonatos e ganharam Libertadores, a grande diferença foi a intensidade. Essas equipes conseguiam ter talento e intensidade no jogo. Foi o caso do Palmeiras, do Flamengo, agora do Botafogo. Nessa área que acredito. Ter mais intensidade, mais agressividade, porque os campeões têm talento, mas precisam ter a outra parte, a intensidade de jogo, que é importante. É minha visão sobre o futebol brasileiro dos últimos anos, que foi o que acompanhei mais – disse Jardim, em fevereiro de 2025.

* Onde foi parar a intensidade do Botafogo? Cadê o jogo físico do time? Eram jogadores altos, potentes, com alta capacidade física. No mínimo, formava uma equipe bastante competitiva. Hoje, se encheu no ataques de jogadores baixos, sem força, mas com técnica. E conseguiu contratar atletas alto sem intensidade, como Arthur Cabral, Joaquín Correa e Chris Ramos.

* O Botafogo jogou fora sua própria receita de sucesso em campo (isso sem nem falar do extracampo, com John Textor). E não é a primeira vez. Fez isso no meio de 2023, quando trouxe Bruno Lage para um jogo de “mais controle”, de mais posse. Matou a agressividade dos contra-ataques, passou a jogar com linhas altas, perdeu suas melhores características e o campeonato.

* Só foi recuperar a intensidade em parte com Fábio Matias e principalmente com Artur Jorge. Que não estava nem aí para tirar do elenco jogadores como Diego Hernández ou Patrick de Paula nem para colocar no banco atletas como Tiquinho Soares, Eduardo, Tchê Tchê e Allan. Queria era um time forte, físico, agressivo, que chegasse rapidamente na frente e atacasse muito.

* O problema é que John Textor e Martín Anselmi parecem gostar do tal jogo posicional, da posse, do não arriscar passes, da bola de pé em pé, do não acelerar jogadas. De um estilo que nem o melhor nisso (Guardiola) tem conseguido fazer ter sucesso nos últimos anos. O futebol mudou.

* Enquanto isso, o Botafogo segue seu calvário. Com um futebol insosso, previsível e repetitivo. Que jogou cinco clássico e perdeu os cinco em 2026. Que foi eliminado na “pré-Libertadores”. E que se acostuma a perder. Basta trocar Martín Anselmi? Não, tem que trocar a mentalidade o estilo. O que pode ser tentado até com o próprio treinador.

* Contra o Flamengo, o torcedor no fim das contas saiu com a sensação que ficou de “bom tamanho”. O rival tirou o pé, não partiu para uma goleada histórica. Facilitada pelo destempero de Alexander Barboza principalmente, mas também vista em Alex Telles e Allan. Os experientes estão os mais descontrolados.

* É a hora clássica (até pela sequência fora de casa contra Palmeiras, Red Bull Bragantino e Athletico-PR) de “fechar a casinha”, jogar um futebol mais competitivo e tentar escapadas em contra-ataque ou a bola aérea. Mas a tendência é Anselmi seguir dando murro em ponta de faca e querer “controlar o jogo”. O que ele não controla, assim a paciência em seu trabalho, que vai se aproximando do fim.

Fonte: Redação FogãoNET

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