Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade .
Jogos

Campeonato Brasileiro

01/04/26 às 19:30 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

X

Escudo Mirassol
MIR

Campeonato Brasileiro

29/03/26 às 19:30 - Arena da Baixada

Escudo Athletico-PR
CAP

4

X

1

Escudo Botafogo
BOT
Ler a crônica

Campeonato Brasileiro

21/03/26 às 16:00 - Cicero de Souza Marques

Escudo Red Bull Bragantino
RBB

1

X

2

Escudo Botafogo
BOT
Ler a crônica

Pitacos: Arthur Cabral não mostra nem sequer condições físicas de ser jogador; como é titular no Botafogo logo após quase ser negociado?

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

Arthur Cabral em Athletico-PR x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2026
Vítor Silva/Botafogo

* Arthur Cabral é uma lástima no Botafogo. Como já avisado aqui desde 2025, o time não tem ataque. E muito passa pelo centroavante, contratado a peso de ouro.

* O problema maior é que, desde que chegou, ele nem sequer apresenta condições físicas de um jogador de futebol profissional. Aqui, não é questão de ser magro, gordo, alto ou baixo. É questão de ter intensidade e capacidade física de disputar duelos, de pressionar a marcação, de conseguir acelerar, de se deslocar, de chegar inteiro para concluir e fazer gol.

* Além disso, há outro problema grave. A bola tem que chegar perfeita a Arthur Cabral para ele finalizar. E, ainda assim, quando chega, ele erra lances simples. Costumamos falar que faz força para bolas de gol não aparecerem nem sequer nos melhores momentos do jogo.

* Aconteceu contra o Athletico-PR. Em um passe de Vitinho, ficou sozinho, dominou mal e deixou a bola para o goleiro Santos. Já em lançamento de Montoro, correu para o lado errado (mesmo com desvio). Em várias outros jogos, errou cabeçadas fáceis ou conclusões dentro da área. Não dá.

* O pior de tudo é que, com ele em má fase e após uma semana em que quase foi negociado com o Corinthians, o que acontece? Vira titular! Dá para culpar Rodrigo Bellão? Em parte, sim. Mas cadê o diretor de futebol? O que faz Léo Coelho no Botafogo? Como pode um jogador quase descartado ser o titular em um jogo que não pedia suas características? Qual a motivação dele para treinar e jogar? Será que trabalhou durante a semana 100% focado?

* Qual a solução para Arthur Cabral? É desistir de vez de um investimento alto? Não. É reconhecer que ele está mal, armar uma “intertemporada”, vinte dias para se condicionar fisicamente. Utilizá-lo em jogos melhores para o seu estilo, geralmente em casa, com mais chances sendo criadas. Tentar gerar uma boa sequência para colocá-lo novamente no mercado e negociá-lo. Nem que seja com o futebol suíço, onde foi bom. É armar estratégia para diminuir o prejuízo.

* Voltando ao assunto diretor de futebol, a cada vez fica mais claro que o Botafogo precisa de um. Em quase todo clube, há uma dobradinha entre o gestor do futebol e o treinador ditam as rédeas do departamento, colocando a cara, chamando a responsabilidade. No Glorioso, essa figura não existe, até por conta do estilo John Textor.

* Aí, só dá certo quando o técnico é também quase um diretor. Uma espécie de manager. Como Luís Castro e Artur Jorge. Os portugueses tinham a chave do CT, comandavam tudo, mandavam e desmandavam. Só que agora sequer há treinador.

* E Rodrigo Bellão começou mal. Quis jogar, por incrível que pareça, da mesma forma que Martín Anselmi, demitido há uma semana. Não com três zagueiros (o que o argentino também já abandonou), mas com o mesmo estilo. Tentar controlar o jogo com a posse, mas uma posse inútil, improdutiva, de passes laterais, sem progressão. E com risco de perder a bola e levar gol. O que aconteceu.

* Todo mundo sabe que o Athletico-PR é forte em transições rápidas e em velocidade. Bellão, que trabalhou lá, parece que não. Levou gols em jogadas “óbvias”. Exemplo: no primeiro gol, o adversário ativou a gatilho da pressão após um lateral cobrado curto para trás. Roubou a bola e fez o gol. Quase fez outro parecido. No segundo, uma saída rápida após tiro de meta, um lançamento longo aproveitando que Alex Telles cruzava o campo para retornar e zaga toda bagunçada. No terceiro, um bloqueio de atacantes nos defensores após uma cobrança de falta. Exatamente como o Furacão fez gol sobre o Fluminense.

* Mas não dá para culpar Rodrigo Bellão. Ele é mais uma vítima do caos do Botafogo. É um profissional promissor, talentoso e com bom trato com jovens. Não é responsabilidade dele o clube não ter gestão, estar em disputa acionária, ter briga entre SAF e social, não ter CEO, diretor de futebol, treinador, comissão técnica, goleiro, primeiro volante, pontas e centroavantes.

O caos está aí, com perspectivas mais de piora do que de melhora. O que reforça a importância de um treinador / diretor cascudo, experiente, capaz de suportar a pressão e dar um pouco de estabilidade e paz. Que venha o quanto antes.

Fonte: Redação FogãoNET

Comentários