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Pitacos: como é bom ter um treinador que vai no simples e não inventa; Vasco faz provocações sem sentido ao Botafogo e tiro sai pela culatra 

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

Pitacos: como é bom ter um treinador que vai no simples e não inventa; Vasco faz provocações sem sentido ao Botafogo e tiro sai pela culatra 
Vítor Silva/Botafogo

* Quem diria que fazer o simples teria mais chance de não funcionar, não é mesmo? Com Martín Anselmi, cinco derrotas em cinco clássicos. Sem ele, vitória por 2 a 1 do Botafogo em São Januário sobre o Vasco pelo Campeonato Brasileiro.

* Olha que interessante. O Botafogo joga melhor com linha de quatro defensiva, sem três zagueiros, sem Newton e Mateo Ponte improvisados, sem Nathan Fernandes de ala esquerda, sem Vitinho quase como ponta, sem Danilo ter que ser o primeiro volante.

* Funciona ter Vitinho e Alex Telles como laterais que dão equilíbrio, que marcam bem e saem na boa, funciona Alexander Barboza não ficar tão exposto e não ter que correr atrás de atacantes rápidos, funciona Allan ser primeiro volante.

* Só no simples, Rodrigo Bellão já mandou bem demais. E foi inteligente ao perceber que não tem como querer marcar com linhas altas ou ter controle de jogo com a posse se o elenco hoje não oferece essas características. Colocou cada jogador em sua melhor posição.

* E ainda tem mais. Os pontas não foram dois meias armadores franzinos, como Barrera e Montoro, por exemplo. Foram Matheus Martins e Júnior Santos. É forca, é velocidade, é transição, é gerar danos à linha de defesa adversária. Inclusive, Arthur Cabral melhorou com companhia.

* Bellão ainda teve boa leitura quando percebeu que o Vasco atacava muito pela esquerda (com Cuiabano e Andrés Gómez) e Júnior Santos estava cansado. Colocou Lucas Villalba, que ajudou na marcação e ainda apareceu para fazer seu primeiro gol.

* Por fim, mais um elogio a Rodrigo Bellão, mas na parte humana. A energia, o alto astral e o sorriso contagiam. Sabe lidar com pessoas, motivar, dar um norte. Potencializa jovens e melhora o lado individual, mas o foco é no coletivo, na família. Deixou um caminho para Franclim Carvalho. É um profissional que deve ser valorizado pelo Botafogo.

* E o Vasco hein? Entrou em uma bobeira desnecessária de provocações antes do clássico, sem qualquer sentido ou motivo. A partir do momento que o sistema de som faz gracinha e a torcida coloca até mosaico, a zoação vira institucional. Não cabe a um clube centenário.

* O tiro saiu pela culatra. Pode ter motivado o time do Botafogo e mobilizou a torcida. Agora, o Vasco tem que aguentar as zoações. Não adianta dar piti ou ficar chateado, pois foi o clube que começou.

* E ainda é pouco inteligente. Como pode interessar ao Vasco gerar um clima hostil ou desrespeitoso contra o único clube no qual ainda joga clássicos em São Januário? Se o Botafogo revida, se torcidas aliadas deixam de ser amigas e o jogo passa a ser de alto risco, simplesmente a PM não vai deixar mais ser no estádio. O que, aliás, seria o justo, pois não faz sentido algum só o Botafogo jogar em São Januário, enquanto Flamengo e Fluminense não.

Fonte: Redação FogãoNET

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