* Dez gols e três assistências. Diversos pontos na conta. Danilo é o cara do Botafogo no Campeonato Brasileiro. Mesmo sem muitas vezes ser escalado como o cara do time. O volante marca, arma e faz gols.
* Diversas vezes Danilo foi escalado bem recuado. Até como primeiro volante. É ele também quem dá combate na lateral e corre até a própria área para defender. Será que não é hora de o esquema privilegiar Danilo? Os outros que marquem mais, que corram, que recomponham. Que sejam criadas condições para ter o meio-campista em áreas de finalização, onde tem sido decisivo.
* Até mesmo no empate em 1 a 1 com o Coritiba, nesta segunda-feira, no Couto Pereira, Danilo começou mais recuado. Cristian Medina tinha mais liberdade, como um camisa 10, quase segundo atacante. Após o adversário abrir o placar, coube a Danilo aparecer mais no ataque e fazer dois gols para valer um.
* Não tem jeito, a reta final tem que ser com ele. Não há quem faça mais gols ou tenha mais capacidade de decisão no elenco que Danilo. Talvez Ziyech, se encontrar seu melhor futebol e calibrar finalizações e cruzamentos.
* O Botafogo é Danilo e mais dez. Ao mesmo tempo, tem tido sempre alguém que é um a menos. Se no primeiro semestre o problema principal eram os goleiros, agora é o ataque. Mais especificamente Arthur Cabral.
* São 15 jogos sem gols, pela segunda vez. E lances bizarros dentro de campo. Não tem ajudado. Mais do que isso, tem atrapalhado. Outro tem que ser testado. Seja Tiquinho Soares, Júnior Santos, Kadir, Danilo Pereira ou Lucas Emanuel. Não há como Cabral seguir como titular, especialmente considerando que o próximo jogo é em casa, contra a Chapecoense. Manter o centroavante vai ser gerar um clima ruim com a torcida no Estádio Nilton Santos.
* Tite é inteligente e percebeu que o Botafogo não pode mais estar tão exposto. Tentou armar um time mais consistente, apostou na experiência, colocou Marçal e Allan, compactou o time, fez sofrer menos que em outros jogos. E ainda testou Domingos Andrade e Paulinho.
* É como se o técnico estivesse em uma pré-temporada, em janeiro, começando a ajeitar o time. Porém, o tempo é inimigo. Já estamos em outubro, não é possível contratar e faltam uns oito ou nove pontos para não correr riscos. Que o trabalho do treinador siga evoluindo até o Botafogo respirar aliviado. E aí comece a pensar 2027.