* O novo técnico do Botafogo, agora oficialmente, é Franclim Carvalho. Em seu primeiro trabalho grande como treinador. O clube apostou mais uma vez em tentar encontrar um técnico fora do padrão comum do futebol brasileiro.
* A questão é: o Botafogo vai dar tempo a ele? Se está contratando uma aposta, alguém para seu primeiro trabalho, precisa ter paciência e dar boas condições. Não tem sido o comum na era SAF, com John Textor.
* Um exemplo é Davide Ancelotti. Ainda que a campanha não fosse das melhores, era um trabalho OK no clube e tinha uma curva de crescimento. Já estava adaptado, entendendo melhor, fazendo o time evoluir. Foi “saído” por conta de seu preparador físico. Foi uma boa?
* Dado que Martín Anselmi veio depois, não. Mas até mesmo o técnico argentino não teve o tempo, o elenco e as condições ideias para desenvolver seu trabalho. Ao mesmo tempo que foi mal, foi vítima da desorganização do clube.
* Quando acertou com Artur Jorge, o Botafogo foi em uma aposta. Que poderia dar errado. Deu certo. “Revelou” um grande treinador. Mas o perdeu facilmente por questões financeiras e por guerra de ego. Tinha encontrado um técnico para muitos anos, o perdeu e se perdeu.
* Falando em treinador, é válido citar o interino Rodrigo Bellão. Fez boa leitura e mostrou potencial contra o Mirassol, na vitória por 3 a 2. Recuou mais o time, não se importou de jogar de modo reativo, usou velocidade nos contra-ataques. Fez o que o Botafogo precisa nesse momento. Não necessariamente jogar bem, mas vencer, retomar confiança e se recuperar.
* É válido Franclim Carvalho pegar dicas com Rodrigo Bellão. Ainda que ele já conheça bem o clube, o elenco mudou bastante. Não há tempo a perder como testes que já não deram certo. Fica a torcida para o português ser o comandante que o time necessita. E que o Botafogo dê tempo a ele.