* Por incrível que pareça, o Botafogo perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, nesta quarta-feira (18/3), pelo Campeonato Brasileiro, mas a derrota não foi tão ruim. Ou não tão feia quanto esperado. O time esboçou pontos positivos, que dão alguma esperança.
* E o que são esses pontos positivos? Primeiro, a postura. Foi uma equipe mais competitiva, que brigou mais, teve mais coragem para jogar. Não ficou no insosso jogo de toque de bola para o goleiro, tentou atacar. Perdeu porque enfrentou um adversário forte, provavelmente perderia com qualquer escalação.
* Enfim, o Botafogo “fez o simples”. Um goleiro, dois laterais, dois zagueiros, dois volantes, dois meias-atacantes, dois atacantes. Cada um em sua posição. Nada de três zagueiros (sendo alguns improvisados). A estrutura básica fez pelo menos o time competir.
* Seria melhor com um goleiro mais confiável, com um primeiro volante de marcação (com Danilo mais liberado para jogar), dois meias / pontas melhores e mais prontos que Jordan Barrera e Álvaro Montoro, dois atacantes mais letais. Mas, enfim, é o que tem para hoje.
* Se tivesse feito o simples, Martín Anselmi provavelmente não veria o Botafogo eliminado na “pré-Libertadores” pelo Barcelona-EQU. Agora, pressionado, ele vai para um modelo mais convencional, no qual os jogadores estão mais acostumados.
* A questão é: vale continuar com Anselmi? Até agora, não encaixou. Segue perdendo clássicos, jogos grandes e partidas de mata-mata. É muita decepção para pouco resultado. Ainda que tenha havido leve melhora, vai ser suficiente para vencer Red Bull Bragantino e Athletico-PR fora de casa?
* Preocupa que quem vai escolher um novo treinador vai ser novamente John Textor. Se bobear, vai outra vez em uma novidade gringa, que não conhece o elenco e o futebol brasileiro, que repete erros e perde tempo. De repente, vale mais a pena o convencional, um técnico no mercado nacional, bom de grupo e de vestiário, com conhecimento das particularidades locais.
* O Botafogo é de futebol e interrogações. Vai demitir o treinador? Quem vem para o lugar? John Textor vai permanecer? O clube social vai assumir? Qual a solução? Cadê o dinheiro? Cada vez mais difícil obter respostas.
* Por fim, um breve comentário sobre Marlon Freitas. Não adianta clamar por respeito se você não respeita sua antiga casa, o clube que o fez ser alguém no cenário nacional, a torcida que o levantou nos momentos difíceis. Você está optando por queimar sua própria história. Uma pena. Um dia vai colocar a mão na consciência e entender que há erros que geram consequências para toda a vida.