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Pitacos: Botafogo leva ‘goleada’ da Ferj e deixa torcida e técnico na mão

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

Pitacos: Botafogo leva ‘goleada’ da Ferj e deixa torcida e técnico na mão
Vitor Silva/Botafogo

* Poucas vezes se viu em uma semana o Botafogo ser tão pouco representado institucionalmente junto a uma entidade. A Ferj “deu uma goleada” no clube, que não teve qualquer reação e deixou a torcida e o técnico Martín Anselmi na mão.

* A começar pelo absurdo de divisão de torcida em 90/10 em São Januário, ignorando o que diz o próprio regulamento sobre 50/50. Ora, se o estádio do Vasco não é capaz de dividir os setores igualmente, não pode receber um clássico. Se não pode ter Flamengo e Fluminense lá, não pode ter o Botafogo.

* Ainda que o Botafogo queira ser legal e abrir mão do seu direito, o mínimo é negociar uma reciprocidade no ano seguinte, com clássico com o Vasco no Nilton Santos com 90% dos ingressos para os botafoguenses. Fica a sugestão. Mas o que ocorreu foi que em 2025 a última rodada foi em São Januário e em 2026 também. É uma desvantagem técnica, esportiva e financeira.

* O Botafogo sequer se posicionou, não deu entrevista, não falou com seu torcedor. Azar de quem quis ir ao jogo.

* O pior veio no domingo. Na quarta-feira, o FogãoNET trouxe o furo de que a Ferj estava exigindo a presença de no mínimo sete titulares, em documento que certamente foi enviado aos clubes. Como pode o Botafogo apenas no horário do almoço de domingo resolver a situação?

* Foi o que disse Martín Anselmi, surpreendido pelo regulamento. Cadê o diretor de futebol para tratar da questão? Como pôde ficar para a última hora? Coube ao técnico se virar, juntamente com Rodrigo Bellão, para montar um time e uma (segunda) lista de relacionados às pressas.

* A tal regra de escalar titulares existe há anos e nunca foi seguida com rigor. Por diversas vezes os clubes usaram reservas após a terceira rodada. O Flamengo faz isso quando quer. Inclusive, em 2026, jogou pela Portuguesa pela quinta rodada (em jogo antecipado para a abertura do campeonato) com sub-20. O regulamento é vago e fala em “sem justo motivo”. O que seria um justo motivo?

* Ser líder do grupo, estar classificado há duas rodadas e ter clássico pelo Campeonato Brasileiro, quartas do Carioca e jogo a 4 mil metros de altura pela Libertadores não é um justo motivo? O pasto de São Januário, alagado, não é um justo motivo?

* A Ferj acredita que a regra está valorizando a competição ao exigir mais titulares. Só que não. Eles correm risco de lesão e fazem um clássico esvaziado. Até a transmissão foi cortada por pronunciamento de ministro.

* O Campeonato Carioca se esvaziou ainda mais quando em 2020 o Flamengo transmitiu um jogo contra o Boavista, a Ferj não impediu (apesar de o regulamento prever que ela devia dar autorização) e o contrato com a Globo foi rompido. Naquele momento de pandemia, diversos players e produtos cresceram. O Estadual do Rio murchou, enquanto o de São Paulo bombou. Tentaram transmissões próprias e outras emissoras, não deu certo. O jeito foi voltar, com o pires na mão, para a Globo, que precisou pagar menos que antes. Não vai ser tirar a liberdade de comissões técnicas de escolherem seus times que vai mudar isso.

* Voltando ao jogo em si, para completar, o árbitro foi Yuri Elino Ferreira da Cruz, o mesmo que em 2023 expulsou dois jogadores do Botafogo (Adryelson e Rafael) em clássico polêmico com o Vasco. E o VAR foi Philip Georg Bennett, o juiz que expulsou Seedorf sem motivo em Moça Bonita em 2013. Não tem ninguém no clube para brigar contra isso?

* Por fim, o Botafogo poderia enfrentar Nova Iguaçu nas quartas e Madureira ou Boavista nas semifinais. Mas uma combinação de resultados colocou o Flamengo no caminho. O Nova Iguaçu, coitado, reclama de um pênalti claro a seu favor na derrota contra a Portuguesa. Até o VAR viu, mas o árbitro Bruno Arleu de Araújo não marcou. Fica a dúvida: Botafogo e Flamengo têm compromissos importantes após o clássico das quartas (pela Libertadores e pela Recopa Sul-Americana, respectivamente). erá “justo motivo” para poupar titulares? Com a palavra, a Ferj.

Fonte: Redação FogãoNET

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