* O Botafogo melhorou. Exatamente um Tiquinho. Nos dois sentidos. De finalmente ter um centroavante com capacidade de gols e de pivô. E de ter evoluído um pouco. Como mostrou na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro.
* Tite priorizou dar equilíbrio e consistência ao time. Ainda que contra a frágil Chapecoense, sofreu pouco. Poderia ter jogado mais, mas fez o suficiente para vencer. E é normal em início de trabalho arrumar a equipe de trás para frente. Primeiro diminuir a quantidade de gols sofridos, se estabilizar, depois tentar ser mais dominante e mais produtivo no ataque.
* Tiquinho Soares deu outra cara ao setor ofensivo. Só de conseguir se posicionar na área e ter a capacidade de segurar a bola e distribuir. Mesmo que ainda esteja distante da melhor condição física. Aproveitou bem o ótimo cruzamento de Matheus Martins, que é a única peça incisiva e agressiva do ataque.
* E se fosse Arthur Cabral? Qual seria o desfecho da jogada? Empurrar o zagueiro e fazer falta, não conseguir se desmarcar, não estar bem posicionado na área ou cabecear “de quina” para fora? Ou todas as opções acima? Na atual fase dele, não dá para duvidar de nada.
* Tiquinho ainda traz outro aspecto. Identificação. O torcedor comemora de forma diferente os gols dele, se sente representado em campo, gosta de cultivar seus heróis. De forma parecida, vale destaque para Marçal. Mais uma vez, no fim do ano, time instável na defesa, adota o protocolo Marçal de zagueiro. E ele dá conta do recado.
* A rodada mais uma vez ajudou. Como bem costuma dizer Leo Andrade nas lives do FogãoNET, para quem está lutando contra o rebaixamento, as rodadas costumam ajudar. Afinal, os concorrentes pontuam pouco no campeonato, em média. O importante é que o Botafogo se ajudou e abriu sete pontos para o Z-4. Que consiga se livrar de qualquer risco o quanto antes.