* Não dá mais para adiar. O Botafogo tentou, promoveu profissionais a cargos de alto prestígio e importância, mas não deu certo. Nada contra as pessoas, fazem o que podem, até dão seu máximo, se dedicam, são comprometidas, mas é pouco para o que o clube precisa.
* O Botafogo necessita urgentemente de treinador e de diretor de futebol. Franclim Carvalho e Léo Coelho não funcionaram e precisam ser cobrados. Começando pelo técnico.
* Não existe Franclim até hoje ter um time tão exposto e vulnerável, querer controlar jogos e não conseguir. À eliminação para a Chapecoense na Copa do Brasil somou-se a vexatória goleada por 6 a 1 para o Cienciano na partida de ida da Copa Sul-Americana.
* O que quis Franclim no jogo? Como explicar trocar os laterais, tirando dois líderes e referências internas (Vitinho e Alex Telles)? Como explicar Matheus Martins, do nada, aberto pelo lado direito? Como explicar Álvaro Montoro aberto na esquerda na altitude? Como explicar Danilo jogando quase como centroavante? Como explicar Kadir ser a última opção no fim de semana e a primeira contra o Cienciano?
* Foi algo inacreditável. E o curioso é o que técnico conseguiu, por incrível que pareça, piorar o time quando esboçava uma reação. Fez mais mexidas, bagunçou tudo. E manteve a postura, de querer jogar, atacar, ir para cima.
* Não é o básico na altitude jogar para “sobreviver”, se fechar, cozinhar, administrar, gastar tempo e trazer um resultado mais palpável para o jogo da volta? Como que Franclim quer tentar reinventar o futebol?
* E o Léo Coelho? Como pode um diretor de futebol compactuar com titulares poupados em jogos decisivos na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana? Aliás, cadê ele para falar após os vexames?
* Ninguém sabe, ninguém viu. Não aparece na hora ruim, não chama a responsabilidade, não blinda o grupo. Você vai vê-lo em fotos em renovações com jogadores ou em apresentação de reforços. Só. Muito pouco. Isso sem nem falar da capenga e desequilibrada montagem de elenco.
* Léo Coelho era diretor da base, foi alçado ao profissional no início de 2025. E ainda não mostrou a que veio. Foi ele quem aprovou, por exemplo, a contratação de Carlos Leiria. Ainda que antes fosse difícil trabalhar na gestão centralizadora de John Textor, agora não tem mais essa desculpa.
* Enfim, são ruins Franclim Carvalho e Léo Coelho? Não necessariamente, talvez só não estivessem prontos para os cargos nos quais foram colocados. Um foi bem como auxiliar, outro foi bem como diretor de base. Mas o Botafogo precisa de mais.
* Já falamos aqui: na era SAF, o projeto sempre dependeu de treinador com perfil de manager. Um com a chave do CT, que manda em tudo, que representa o clube. Como foi com Luís Castro e Artur Jorge. No futebol brasileiro costuma ser assim: um técnico e um diretor como nomes fortes comandando o futebol. O ideal é ter os dois, mas o mínimo é ter um deles. O Botafogo já pode começar a mapear o mercado e a analisar currículos.