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Pitacos: Botafogo tem vexame em casa e ninguém assume responsabilidade; um transfere para o outro; erros são óbvios

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

Pitacos: Botafogo tem vexame em casa e ninguém assume responsabilidade; um transfere para o outro; erros são óbvios
Vitor Silva/Botafogo

* Na era dos superlativos, o Botafogo viveu um dos maiores vexames da era SAF ao ser eliminado pelo Barcelona-EQU na pré-Libertadores, no Estádio Nilton Santos. Uma derrota que tem reflexos em toda a temporada. E, para piorar, ninguém assume a responsabilidade.

* O Botafogo chegou na fase de um transferir o problema para o outro. John Textor, sem qualquer necessidade, criou tensão em entrevista na véspera dizendo que a “mediocridade não é aceitável”, que “treinadores precisam se adaptar” e que “precisamos começar a vencer”. Para muitos, foi um recado para Martín Anselmi. Este sequer falou algo após a eliminação, pois foi expulso e não deu entrevista.

* Já Alex Telles afirmou que “futebol não aceita desaforo” e disse que “o clube não é feito só de jogadores”. Ou seja, jogou o problema para a diretoria. Mais especificamente, para John Textor. Alexander Barboza, por sua vez, diz que renovação “não depende só dele” e pede “segurança” no projeto esportivo. É um transferindo a responsabilidade para o outro.

* A situação é tão feia que não houve um dirigente para dar entrevista após a eliminação. Cadê John Textor? Cadê Alessandro Brito? Cadê Léo Coelho? Aliás, o que faz Léo Coelho no Botafogo? É o diretor de coordenação de futebol de um futebol descoordenado. Só quem falou foram os jogadores experientes.

* Vamos por partes. A culpa maior, é óbvio, é de John Textor. Ele é o principal responsável pela bagunça administrativa, pelos problemas extracampo, pelo transfer ban. Ao se enrolar na Eagle, fez o projeto esportivo do Botafogo desandar.

* Mas, ainda assim, e o próprio Textor deu este recado, este elenco é caro, tem jogadores contratados a altos valores e de salários elevados. Não dá para falar que o Botafogo não investiu desde o ano passado. O problema é que investiu mal. E aí cabe aos diretores de futebol Alessandro Brito e Léo Coelho. Gastou-se muito com jogadores como Neto, Joaquín Correa, Arthur Cabral, Artur, Nathan Fernandes. Rwan Cruz, Chris Ramos etc.

* E ficaram carências claras. Apontamos aqui desde o ano passado a ausência de goleiro (já não dava mais para Neto, agora é a vez de Léo Linck) e de jogadores decisivos na frente. Como um time que leva gol fácil e tem dificuldade para fazer gol vai ser confiável? O Botafogo optou por não contratar goleiro nem pontas ou centroavante (Júnior Santos chegou de última hora, em uma oportunidade de mercado). Pagou o preço.

* Há a parcela dos jogadores. Praticamente esse mesmo grupo é o que fraquejou em momentos decisivos de 2025 e em quase todos os “jogos grandes” deste ano. Venceu apenas o Cruzeiro. Perdeu todos os clássicos. Foi eliminado pelo Barcelona-EQU. Não dá para jogar só na conta da diretoria. Afinal, o time equatoriano também sofreu transfer ban em 2026, vive problemas administrativos e dificuldades.

* Assumir a responsabilidade não é apenas com palavras, é ter coragem para jogar bola, se arriscar, partir para cima, buscar o gol a todo momento. Não ficar trocando passes lateralmente, não ficar cruzando sempre da mesma forma (viu, Alex Telles?), não ter medo de jogar.

* Por fim, Martín Anselmi. O técnico insistiu no seu estilo de jogo (que não deu certo), abusou dos improvisos, manteve três zagueiros, escolheu mal na escalação e nas substituições. O esquema depende de Mateo Ponte na zaga, de Vitinho e Alex Telles (laterais mais defensivos, de equilíbrio) atacando, de dois meias franzinos em formação (Jordan Barrera e Álvaro Montoro), de um centroavante improvisado (Matheus Martins). Na hora de mudar, coloca Joaquín Correa. Nada ia acontecer, como não aconteceu. O início de jogo do time de Anselmi é um resumo do (não) futebol do Botafogo. Ao chutar a bola para a lateral, a equipe mostra que não sabe o que fazer com ela e não tem capacidade de pressionar para recuperá-la no campo de ataque.

* Para piorar, agora tem uma sequência de clássico com o Flamengo e três jogos fora de casa: Palmeiras, Red Bull Bragantino e Athletico-PR. Vai ser difícil sair da lama que o próprio Botafogo se enfiou. Mais ainda se cada um seguir tentando transferir a culpa para o outro.

Fonte: Redação FogãoNET

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