* Há jogadores que nasceram para jogar futebol, há jogadores nasceram para jogar no Botafogo. Pelo histórico na carreira, a segunda afirmação é o que define Júnior Santos até agora. E o Raio tem uma nova chance de provar que é guiado pela Estrela Solitária.
* Júnior Santos foi importantíssimo na Libertadores de 2024, desde o início até o gol do título. Mas não é que o Botafogo tenha ido campeão por causa dele, ele é que foi campeão por causa do Botafogo. Assim como o reconhecimento que tem e o melhor futebol que jogou se devem ao tempo no clube.
* O casamento é perfeito. Júnior Santos viveu momentos de baixa, de dificuldades, de ser desacreditado. Assim como o Botafogo. E ambos deram volta por cima. Agora, ele ganha a chance de se reerguer no lugar em que foi mais feliz, enquanto o clube tem de volta um jogador carismático, identificado, rápido e forte.
* Júnior Santos pode ser a referência ofensiva que falta ao Botafogo. Não necessariamente só em campo, jogando, mas também na liderança. O time tem jogadores que chamam a responsabilidade, mas são todos de defesa, como Alexander Barboza, Alex Telles e Marçal. No máximo, Danilo no meio. Falta peso no ataque.
* Naturalmente, a grande dúvida é sobre a parte física que tanto atrapalhou o Jacaré em 2025. Seu jogo depende muito de estar bem preparado, para utilizar força, potência e velocidade. Até nisso o Botafogo pode ajudar, pois os profissionais de saúde e performance o conhecem bem e sabem o que podem fazem para extrair o melhor dele.
* Enquanto não tem Júnior Santos, o Botafogo faz o que tem que ser feito para seguir vivo na Libertadores. Buscou um empate em 1 a 1 com o Barcelona-EQU, nesta terça-feira. Poderia ter conquistado resultado melhor.
* O time de Martín Anselmi passa a impressão por vezes de não aumentar o ritmo, de insistir na troca de passes na defesa, o que gera riscos, porque se o Botafogo errar o adversário está perto do seu gol. O perigo aumenta pela péssima fase dos goleiros, desta vez foi Léo Linck que entregou.
* No intervalo, Anselmi corrigiu, a equipe voltou com mais ritmo e intensidade, chegou ao empate e poderia ter virado. É essa coragem para jogar que tem aparecer mais, não a de ficar tocando bola para o goleiro e não sair do lugar.
* Matheus Martins de centroavante é o famoso “é o que tem para hoje”. É até meio injusto pesar nas críticas, pois está há menos de um mês em uma nova posição. Mas não tem fugido da responsabilidade, tem se esforçado, tentado e dado opção na velocidade. Falta o refino para finalizar e a tomada de decisão mais qualificada. O que pode ser trabalhado. Por ora, é a opção que o Botafogo tem (dado a fase de Arthur Cabral) e prepara o time para a chegada de Júnior Santos.