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Pitacos: Lisca? Doido foi o Botafogo na condução dos processos

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Blog da Redação

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Lisca Doido, do América-MG, critica CBF por tabela da Copa do Brasil durante crise do novo coronavírus no Brasil
Reprodução/Premiere

* Lisca tem o apelido de Doido, mas doideira mesmo foi a semana do Botafogo, por má condução dos processos na demissão de Marcelo Chamusca, na escolha do novo treinador e na comunicação com a torcida. Não surpreende que Lisca tenha recusado a proposta.

* O Botafogo teve diversas oportunidades para demitir Marcelo Chamusca, mas nunca mostrou convicção sobre permanência ou saída, foi enrolando até a situação ficar incontestável. Afinal, o treinador foi contestado após a eliminação para o ABC na Copa do Brasil e teve pelo menos dois jogos que precisava vencer para não sair, segundo a imprensa, contra Nova Iguaçu e Vasco. Sem brilho, ganhou os dois e foi se equilibrando na corda bamba do cargo.

* A outra partida decisiva para Chamusca era contra o Cruzeiro. Se vencesse, continuava no cargo. Se perdesse, seria demitido. Deu empate. E aí parece que deu pane nos dirigentes do Botafogo, que ficaram completamente perdidos.

* Havia expectativa de demissão de Chamusca logo após o jogo, a entrevista coletiva demorou, mas aconteceu com o próprio treinador. Desde sábado, nenhum dirigente do Botafogo apareceu, ninguém quis bancar a saída ou a continuidade. Ora, se era para demitir, que demitisse logo, ganhava a semana para trabalhar e buscar um novo treinador.

* O Botafogo enrolou e se enrolou. Piorou as coisas quando o vice-presidente Vinicius Assumpção conversou no portão do Estádio Nilton Santos com torcedores que protestavam e teria dito que o clube não demitiria Chamusca sem ter acerto encaminhado com outro treinador. O dirigente garante que não falou isso, mas esta versão se espalhou e não foi prontamente negada pelo Alvinegro, que poderia ter se comunicado de forma mais clara, para evitar qualquer mal-entendido.

* Cadê a preocupação com a imagem do Botafogo, com o profissionalismo e com a transparência, tão pregados pela diretoria? O clube passou uma sensação de bagunça e de falta de ética, ao conversar com outros treinadores tendo um empregado, inclusive dando treino ao mesmo tempo no estádio.

* E aí como você convence o próximo treinador? Segundo o noticiado, Lisca fez uma pedida salarial, o Botafogo atendeu e o técnico recusou. Só ele próprio pode dizer os motivos, mas fica em aberto a possibilidade de a negativa ter sido pela confusão interna do clube.

* Por que o Botafogo não se posiciona de forma clara, aberta e transparente? Por que não conceder entrevistas coletivas, com audiência para a Botafogo TV e visibilidade para os patrocinadores? Em vez disso, os dirigentes como Durcesio Mello e Vinicius Assumpção cometem “sincerídio” em reuniões com torcedores. Depois não podem reclamar se falas “em off” ou prejudiciais ao clube forem divulgadas, como a do presidente, que diz que “ninguém quer vir para o Botafogo“.

* Toda a indefinição pode causar ainda mais prejuízos internos no elenco. Imagina o ambiente para a equipe treinar essa semana. Bons profissionais, como Lucio Flavio e Ricardo Resende, podem acabar se queimando. Ambos têm até potencial para assumir o time no futuro, mas hoje a situação é delicada. Tomara que consigam um bom resultado contra o Brusque, porque a Série B vai ficando a cada dia mais perigosa para o Botafogo.

* Por fim, Chamusca se foi, mas o que acontece com o legado dele? Quem permitiu os contratos de dois anos com Marcinho e Felipe Ferreira? Quem topou as contratações de Rafael Carioca e Ricardinho? Mais processos mal conduzidos e prejudiciais ao clube.

Fonte: Redação FogãoNET

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