* Franclim Carvalho parece ainda não ter entendido onde está e a situação atual. Insiste em um estilo (falsamente) ofensivo, de controle de jogo, de linhas adiantadas e de tentativa de domínio com posse de bola. Coleciona decepções e, agora, a eliminação da Copa do Brasil.
* Não há mais como defender Franclim. Dentro de campo, obviamente. Porque no externo convive com a indefinição do Botafogo, guerra pelo poder na SAF, pagamentos atrasados, transfer ban etc. Isso não é culpa dele. Dentro das quatro linhas, a responsabilidade é dele.
* Foi ele quem armou o Botafogo contra a Chapecoense com Bastos na zaga, com Alex Telles poupado, com Danilo quase de terceiro zagueiro e com Edenílson de segundo atacante. Com Álvaro Montoro jogando mais uma chance fora, ajudando um pouco com bola e nada sem ela.
* Mesmo depois de um tosco primeiro tempo, com derrota por 2 a 0, o técnico só foi mexer aos 12 minutos do segundo tempo. Jogou fora mais de 60 minutos. Quando mexeu, curiosamente, o Botafogo foi para outro estilo, de pressão, cruzamentos e abafa. E esteve perto de fazer um gol que levaria para os pênaltis. Ou seja a coragem só vem ao estar perdendo. Mas nem sempre vai sair um gol espírita, como o de Arthur Cabral contra o Atlético-MG.
* É Franclim Carvalho quem orienta os zagueiros a saírem na caça para dar bote no meio-campo. Como foi Bastos contra o Coritiba, como foi Alexander Barboza contra a Chapecoense. É o técnico quem manda a marcação subir mesmo com vantagem no placar e leva gols em contra-ataques, o que mais reclamamos por aqui. É ele quem banca a escalação de Neto, que falhou em mais uma eliminação do Botafogo. É ele quem acha que vai reagir em um jogo colocando Joaquín Correa.
* Para ser justo, vale dividir um pouco a culpa. Como o departamento de futebol permite o Botafogo poupar titulares nos dois jogos na Copa do Brasil? Como permite a escalação do já negociado Alexander Barboza? Como aceita tudo passivamente?
* Voltando a Franclim, ainda está na cabeça com o “Botafogo Way” e o “attack, attack, attack”. De John Textor, afastado da SAF. Convém também afastar o modelo de jogo que o norte-americano quer, não é possível com esse elenco. Ou o técnico entende isso e arma um time mais pragmático ou será mais um demitido rapidamente do clube.