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Pitacos: tempo de Botafogo social é brigar contra o rebaixamento; só resta a torcida para tentar salvar mais uma vez

- Atualizado em

Elenco em Remo x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2026
Vítor Silva/Botafogo

* É tempo de Botafogo social. Então, o clube novamente está na briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o que não aconteceu de 2022 a 2025 na era SAF. Antes, no entanto, sob o comando do associativo, praticamente todos os anos foram de luta contra a Série B (ou para não cair ou para sair dela), com exceção de 2017.

* Será só coincidência? Em parte, é verdade, a responsabilidade é de John Textor, pelas consequências do seu fim de gestão tenebroso. Mas ele foi afastado em 24 de abril. O Botafogo era nono, com 16 pontos em 11 jogos. No primeiro turno, o time alvinegro fez 26 pontos em 19 partidas. Bem ou mal, é o que ainda faz o clube não estar rebaixado.

* O Botafogo social teve tempo, escolheu reformular o elenco, mandou embora diversos jogadores, fez contratações, optou por demitir um treinador e contratar um novo. Ou seja, chamou a responsabilidade para si. Internamente, claro. Porque externamente não se comunica com a torcida, não fala, se posiciona. Não cabe mais só o álibi John Textor. Não dá para viver o resto da vida o culpando. Tão importante quanto os erros dele são os erros atuais.

* Afinal, não foi John Textor quem se embananou todo no episódio “veta saída de Franclim Carvalho para o Vasco, dá aumento, o demite pouco depois com multa rescisória mais alta, coloca o interino Rodrigo Bellão com comissão técnica do Boavista na pior sequência e contrata um novo treinador (Tite) após a janela de transferências estar fechada”.

* E o pior é que o presidente João Paulo Magalhães Lins teve a faca e o queijo na mão para construir uma boa relação com a torcida. Derrubou o queimado John Textor, foi ao presidente da Fifa negociar fim de transfer ban, arrumou um investidor / parceiro GDA Luma, avançou na recuperação judicial. Conquistas macro importantes. É botafoguense, sério, luta pelo clube. Pecou em manter o tom de revolta até mesmo nas poucas comunicações com torcedores, como “chiem o quanto quiserem” e etc. Liderar é inspirar e convencer quem está ao seu redor, não tentar impor.

* Ao mesmo tempo que o Botafogo social não se pronuncia nem fala com a torcida, surgem notícias de bastidores como “clima quente de cobrança no vestiário após derrota para o Inter” ou “bicho contra o Remo seria o maior da história”. A impressão é de que são movimentos para culpar e responsabilizar apenas os jogadores. Não seria o momento de se unir para resolver um problema de todos?

* Quem pode salvar o Botafogo social? A torcida. A responsabilidade é dela? Não. Mas é ela quem pode criar um último gás e uma mobilização. Como fez em diversos anos como 2009, 2016, 2018, 2019 etc. Como não pôde fazer nos trágicos anos de 2014 (clube sequer tinha estádio para jogar, rodava por Maracanã, São Januário e Raulino de Oliveira) ou 2020 (pandemia).

* Agora, será que a torcida vai se mobilizar? O comum no futebol é o clube criar o fato novo, agenda positiva, convocar os torcedores. Desta vez, o movimento tem que ser da arquibancada para o campo. Tomara que exista e que dê certo. Afinal, faltam três jogos em casa.

* Contra o Remo, na derrota por 2 a 1, o cenário se repetiu. O Botafogo começa o jogo no marasmo, com posse de bola, pouca agressividade e toques laterais. O adversário, quando força, chega ao seu gol. E o Remo nem precisou forçar muito para fazer dois gols.

* Ficou claro que Domingos Andrade não tem condições, que Huguinho tem que jogar (que se arrume posição para ele), que Arthur Cabral além de estar mal está desmotivado etc. E que o time melhora (ou despiora) com mais pontas em campo. Kauan Toledo e Júnior Santos deram algum tipo de ameaça ao Remo.

* Tite tem mais uma semana para treinar esse time, depois duas por conta da data Fifa. O problema é que a cada treino o Botafogo parece pior, a cada jogo idem. Já não há mais tempo para desculpas, é hora de respostas. Dentro e fora de campo.

Fonte: Redação FogãoNET

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