Pitacos: ‘time de transição’ do Botafogo vai no limite entre superação e falta de qualidade; saldo até agora é positivo; faltam muitos reforços

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Pitacos: ‘time de transição’ do Botafogo vai no limite entre superação e falta de qualidade; saldo até agora é positivo; faltam muitos reforços
Vitor Silva/Botafogo

* Assim como o clube está em transição para SAF, é possível falar que o atualmente tem um “time de transição”. Sem grandes reforços, sem peças importantes de 2021, sem treinador após a saída de Enderson Moreira, com desfalques consideráveis, o Botafogo vai se superando e obtendo resultados no Campeonato Carioca, como a vitória por 2 a 1 sobre o Resende. São 16 pontos em sete jogos.

* É de se valorizar e se destacar a superação do atual elenco. Em meio a tantas perdas e a indefinições internas, os jogadores não diminuem a determinação, a concentração e a entrega. Encontram formas de vencer os jogos. Já era assim com Enderson.

* ”Ah, mas são jogos contra times pequenos”. Nos últimos Estaduais nem isso o Botafogo estava vencendo. O problema atual não passa pela vontade, está na qualidade do time e do elenco. Bem aquém do nível de Série A do Campeonato Brasileiro.

* Sem a qualidade, fica difícil formar um bom time. O Botafogo vence a duras penas, sofrendo, se defendendo bem, gastando tempo, fazendo o que é possível. Bem diferente do estilo desejado por John Textor, de imposição, posse de bola e controle do jogo. O Botafogo está no famoso “é o que tem para hoje”.

* Ainda assim, Lucio Flavio pode rever alguns de seus conceitos. Como Barreto e Fabinho juntos, dois volantes mais marcadores, com pouca dinâmica de jogo e capacidade de passe. Em um time com dois centroavantes, sem o meia central, fica um buraco enorme entre o meio e o ataque. Outra ideia que não deu certo foi Raí aberto pela esquerda, em uma função que exige intensidade e preparo físico maior. Ainda que tenha caído por dentro muitas vezes, ficou sumido no jogo.

* Acrescente os problemas táticos à má fase individual de determinados jogadores, e fica mais difícil formar um time. Jonathan Silva e Luiz Fernando, que nunca foram brilhantes, já viveram momentos melhores tecnicamente. Hoje, tem muita dificuldade em dar sequência às jogadas. Ronald, que era possível alternativa, também não começou bem a temporada.

* Para enfrentar o Flamengo, na próxima semana, esse time precisará melhorar muito e ser encorpado. Atuar de forma tão espaçada, sendo ameaçado e sem criatividade ofensiva, não é o melhor caminho. Lucio Flavio tem uma semana para preparar a equipe.

*A notícia boa é a volta de Chay. Mesmo com pouco tempo em campo, deu dribles, chapéu, passes, se movimentou, protegeu, é outro nível. Reforço de qualidade no setor ofensivo.

* Falando em reforços, John Textor projeta até oito contratações para o Campeonato Brasileiro. Para um elenco em melhor nível, entre titulares e reservas, ele já poderia pensar em trazer de 12 a 15 jogadores. Até porque ainda precisará de química entre eles, ajustes e o encaixe de um novo treinador. Pode parecer muito tempo, mas daqui a dois meses já começa o Brasileirão. Sem contar a Copa do Brasil, que é antes. Olho vivo nisso.

Fonte: Redação FogãoNET

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