Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade .
Jogos

Campeonato Carioca

15/01/26 às 19:00 - Luso-Brasileiro

Escudo Portuguesa
POR

X

Escudo Botafogo
BOT

Campeonato Brasileiro

07/12/25 às 16:00 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

4

X

2

Escudo Fortaleza
FOR
Ler a crônica

Campeonato Brasileiro

04/12/25 às 19:30 - Mineirão

Escudo Cruzeiro
CRU

2

X

2

Escudo Botafogo
BOT
Ler a crônica

SAF do Botafogo cuida bem do conteúdo, mas peca muito na forma

Blog do Azambuja

Por: Blog do Azambuja

- Atualizado em

SAF do Botafogo cuida bem do conteúdo, mas peca muito na forma
Vitor Silva/Botafogo

A chegada de um novo ano sempre renova as nossas esperanças de que aquilo que funcionou no Botafogo no ano anterior seja mantido e que exista uma melhora daquilo que acabou não funcionando. No entanto, esse início de 2026 está parecendo mais uma continuação de 2025 do que propriamente a chegada de “boas novas”.

Nem vou falar sobre o transfer ban, pois esse assunto não precisa de maiores discussões. Afinal, todos sabemos as razões que nos levaram a esse cenário e todos vamos concordar que é uma vergonha ainda maior estarmos passando por isso após termos virado SAF. Eu quero conversar com vocês sobre a forma como a SAF resolve assuntos sensíveis ligados ao futebol.

Eu tenho para mim que a SAF acerta muito ao tratar os assuntos do futebol de maneira pragmática, mas também tenho a opinião de que, muitas vezes, ela erra ao tratar todos os casos da mesma forma. Quero dizer com isso que me parece existirem algumas “máximas” dentro da SAF que não admitem flexibilizações. Eu não concordo com o pensamento de que todos precisam ser tratados de maneira absolutamente igual, pois considerar que todas as pessoas de um clube/empresa possuem o mesmo “tamanho” é algo lindo na teoria, mas que não pára em pé na realidade.

Obviamente, todos precisam ser tratados com o máximo respeito, mas alguns personagens precisam receber uma atenção maior. Em pouco tempo, já vimos o Tiquinho Soares ser envolvido como moeda de troca e agora o Savarino sendo praticamente colocado para fora do clube (para ficar em apenas dois exemplos). As saídas desses jogadores fazem sentido do ponto de vista financeiro (e até mesmo técnico, nesses dois casos), uma vez que o Botafogo fez escolhas equivocadas que o colocaram em um cenário econômico bastante preocupante. Então, o meu ponto não foca nas saídas em si, mas sobretudo na forma como tudo foi e está sendo conduzido.

Será que era mesmo necessário colocar o Tiquinho Sores como moeda de troca? Será que era mesmo necessário oferecer o Savarino ao mercado de uma forma tão pouco elegante e descuidada? Eu me convenço, a cada dia que passa, de que a SAF do Botafogo tem um nível interessante de estabelecer suas vontades e limites, mas simplesmente não se importa nem um pouco com a forma como age para realizar essas vontades e não ultrapassar os seus limites.

Ser uma empresa no mundo do futebol não é a mesma coisa que ser empresa na maioria dos outros setores, e sempre vou bater nessa tecla.

O Botafogo de hoje opera como se o futebol fosse apenas um ambiente empresarial tradicional, onde todos os ativos são tratados de forma equivalente. Só que o futebol não é só ativo, ele é também símbolo, narrativa, identidade e afeto.

Não se trata de discriminar, pois todos merecem respeito, mas sim de retribuir de forma diferenciada quem conseguiu cativar a torcida de maneira especial.

A SAF do Botafogo quase sempre vai bem no conteúdo/embasamento das decisões, mas poucas vezes acerta na forma como conduz a execução delas.

Comentários