Lucas Fernandes e Cuesta brilham em primeira janela de John Textor no Botafogo

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Lucas Fernandes e Cuesta brilham em primeira janela de John Textor no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

A primeira janela de John Textor no Botafogo foi sem tanto planejamento. Restavam poucos dias para a estreia do Alvinegro no Campeonato Brasileiro e o empresário norte-americano foi sedento para o mercado da bola. Foram onze reforços para o time principal e a verdade é que nem todos conseguiram o brilho esperado pela torcida.

Para ser mais preciso, apenas dois jogadores realmente brilharam entre os reforços: Lucas Fernandes e Victor Cuesta.

O apoiador terminou o primeiro turno do Brasileirão como o principal jogador do meio de campo com grandes atuações. Ele viu a adição de Eduardo (reforço da segunda janela) ao seu com bons olhos e melhorou ainda mais seu desempenho.

O zagueiro, por sua vez, mostrou uma regularidade incrível desde que chegou ao Nilton Santos. Recuperou o bom futebol que havia perdido nos tempos de Internacional e rapidamente se tornou uma referência do ‘novo Botafogo’.

Se a dupla brilhou com gosto no turno, outros reforços se dividiram entre bons e maus momentos. Dois deles agradaram, mas com ressalvas: Victor Sá e Philipe Sampaio.

O atacante agradou de cara com seu estilo ofensivo e driblador. Porém, caiu de produção junto com o time e ainda sofreu com lesões em série. Por outro lado, o zagueiro sempre arrancou aplausos da torcida por jogar firme, sem gracinha. Mas a falta de qualidade o fez ficar apenas como um jogador de rotação no elenco, nunca como titular.

Lucas Piazon e Tchê Tchê iniciaram o Brasileirão muito mal e não conseguiram confirmar o status com que chegaram ao Botafogo. Ficaram no banco de reservas a maior parte do tempo, mas aproveitaram a reta final do primeiro turno para mostrar que queriam passar de ano, mesmo que raspando.

Algumas frustrações

A janela também reservou algumas frustrações para os torcedores. Maior contratação da história do clube, Patrick de Paula lidera o bonde ao lado de Gustavo Sauer. Os dois chegaram com grande expectativa e não renderam até agora o esperado. O volante até esboçou uma melhora e tem acumulado boas partidas, mas ainda é pouco para o peso que tem. Já o meia sofre com lesões e termina o turno no departamento médico.

Saravia foi outro que caiu de produção ao ponto de virar um dos jogadores mais criticados pela torcida. E olha que o argentino começou entre os melhores, nas graças dos botafoguenses. O problema é que o lateral passou a errar tudo e foi barrado novamente por Daniel Borges, que entrou bem contra o Athletico.

Dos elogios às vaias é um caminho que Luís Oyama também conhece no Botafogo. Um dos destaques na Série B, o volante voltou para o Brasileiro e não conseguiu manter o nível. Com o time mais encaixado, espera-se que o jogador tenha novo rendimento e volta a performar como na temporada passada.

Por fim, tivemos a passagem meteórica de Niko Hämäläinen. O lateral esquerdo finlandês teve apenas um jogo no currículo, quando foi ovacionado diante do Ceilândia pela Copa do Brasil, no Nilton Santos. Pouco futebol e muitos pontos turísticos. Pelo menos conheceu o Rio de Janeiro.

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