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Precisamos falar sobre Renato Paiva no Botafogo

Bernardo Gentile

Por: Bernardo Gentile

- Atualizado em

Precisamos falar sobre Renato Paiva no Botafogo
Vítor Silva/Botafogo

Renato Paiva chegou ao Botafogo e imediatamente foi rejeitado. Essa é a verdade. O cenário naquele momento é importante para entendermos: John Textor, que centralizou a contratação do treinador, gastou várias semanas conversando com vários perfis diferentes, mas na reta final só se falava de medalhões, como Roberto Mancini, por exemplo.

De surpresa, sem nenhum tipo de especulação prévia, Renato já aparece contratado e marcando presença no Nilton Santos para jogo contra o Racing, pela Recopa. A única recordação sobre o português era o recente trabalho no Bahia, onde o barulho foi maior do que o trabalho em si.

Muitos sequer deram o benefício da dúvida, o que discordei veementemente. Foram algumas semanas de treinamento e nos bastidores as informações eram de que o time havia reencontrado a felicidade e a confiança de jogar bola. No entanto, isso não foi visto publicamente. Nos jogos, o Botafogo de Paiva mostrava bons momentos em meio a jogos competitivos, mas que não passavam confiança de maneira geral.

E o pior aconteceu no meio disso tudo. Renato Paiva fez algumas escolhas que para a torcida já estava tudo muito claro, mas para ele, no dia a dia, fazia sentido pelo menos tentar. O tempo provou que a maioria dessas convicções iniciais não eram o melhor caminho e o treinador mostrou humildade de reconhecer isso.

E foi justamente acertar nessas decisões que fizeram o Botafogo deslanchar. Hoje somos um time extremamente confiável dentro de casa. Que empolga a torcida em diversos momentos, que recuperou atletas como Artur e Allan, por exemplo. Apresenta pelos menos três formas de jogar (4-2-3-1, 4-4-2 ou 4-3-3), mostrando repertório.

Ainda precisa melhorar algumas situações? Sim. O desempenho como visitante incomoda a todos, inclusive a ele. Repito, muito do que aconteceu fora de casa até aqui passam por algumas decisões ultrapassadas, como a utilização de Patrick de Paula. Isso não acontece mais. Com as novas opções, tenho convicção que o time de Paiva normalmente fará melhores jogos fora de casa. Os jogadores estão também melhores individualmente e a expectativa é que não percam mais tantos gols, o que certamente teria garantido resultados melhores.

Em resumo, Paiva mostrou que quer muito dar certo no Botafogo. A missão inicial foi cumprida: classificados na Copa do Brasil e Libertadores. Falta melhor posicionamento no Brasileirão e isso vai acontecer, sem pressão.

Um recado para alguns torcedores. Sem ranço, virem a página. O trabalho é bom, o desempenho aumentou e os resultados chegaram.

EU SOU FILHINHO DO PAPAIVA!

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