Os argumentos do Social do Botafogo não se sustentam neste momento. Chegou a hora de o presidente do clube, João Paulo Magalhães Lins, que pelo visto não definiu qual face vai apresentar, se posicionar claramente. Assumir, por exemplo, que está do lado oposto ao de John Textor. Não deixar narrativas tomarem conta da imprensa, ainda mais quando os argumentos são fracos. É melhor sempre se explicar. Salvo se não tem nada de útil a falar.
Na quarta-feira Bernardo Gentile citou, com propriedade, a incoerência em relação ao GDA, a Luma Capital, fundo que o Social agora vê como solução. Quando Textor o trouxe, não servia. Mas o problema não está apenas nisso.
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Ao não aprovar o aporte de Textor, que abriria caminho inclusive para novos investidores, o Social do Botafogo, que por meio de Montenegro tem discurso saudosista em relação ao amadorismo, faz o clube caminhar para uma realidade de perda de jogadores na Justiça. Afinal de contas, este mesmo Social não tem condições de resolver o problema.
Social do Botafogo precisa se posicionar

João Paulo, que se diz dirigente profissional aposentado, passa, no meu entender, a impressão de que deseja assumir o Glorioso. Se esquece que não estamos falando de Boavista. O Botafogo não é um brinquedo para qualquer playboy usar e se divertir.
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Outra possibilidade que não se sustenta é negociar com Ares neste momento e perdoar a dívida do Lyon. Isso também não ajuda em nada. Não querem isso? João Paulo não quer assumir o Botafogo? Qual o plano para o momento? Que o Social do clube responda a essas perguntas, pois está ficando feio.