João Paulo Magalhães Lins é o atual presidente do Botafogo. Mas confesso que até hoje não consegui entender a sua real face. De todos os dirigentes que comandaram o Glorioso, é o que mais tenho dificuldades de compreender. E olha que vários amadores estiveram no comando sem deixar saudades. Algumas decisões dele não consigo entender, principalmente o rigor excessivo com algumas decisões da SAF.
O Botafogo teve presidentes que mostraram uma face bem positiva. Bebeto de Freitas, por exemplo, deu quase que literalmente a vida pelo clube. Carlos Augusto Montenegro, quando ainda não tinha áudio vazado, talvez tenha sido o nome mais importante a ocupar o cargo no século passado. Durcesio Mello, neste século, é o maior presidente do clube até aqui. Pegou o Glorioso ferrado e abriu caminho para as conquistas que vimos recentemente. São faces que o torcedor alvinegro se acostumou a ver com carinho.
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A segunda versão de Mauro Ney, campeão da Conmebol em 1993, não foi agradável e veio o rebaixamento de 2002. Nelson Muffarej carrega com certeza o rótulo de pior presidente das últimas décadas. Nem gosto de lembrar. Dá arrepios. São faces que o torcedor quer esquecer.
João Paulo Magalhães Lins e a sua face real?

Em alguns casos o detalhe muda tudo. José Luís Rolim não deixou saudades. O clube quase caiu em 1999. Mas se tivesse ganho a Copa do Brasil naquele ano, talvez a história fosse outra. Mauricio Assumpção trouxe Seedorf, devolveu a Libertadores e foi campeão. Mas a decisão na Justiça do Trabalho o levou para o limbo das lembranças ruins.
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E João Paulo Magalhães Lins? Qual a face tem? De alguém que realmente quer ver o Botafogo grande cada vez ou de um oportunista disposto a tirar proveito da crise e fazer do Glorioso um Boavista? O tempo vai dizer. Cabe a nós fiscalizar.