Vocês já repararam como o noticiário envolvendo o Botafogo muda um pouco o foco na Copa do Mundo? Não que o clube deixe de produzir conteúdo interessante, como a contratação de reforços e, agora, as questões envolvendo a SAF. Mas falo da relação do Glorioso com o maior torneio de seleções do mundo. E sempre se faz necessário a mídia internacional expor o Glorioso para o próprio Brasil.
O episódio de Vozinha mostra a força do Botafogo mundialmente. Uma marca que nunca deixou de ser forte. O goleiro de Cabo Verde, cujo nome é uma homenagem a Josimar, levou o Botafogo a ser assunto em vários países. Um tratamento que não é visto no Brasil. E falo de outros exemplos, como do interesse em Robben, quando aqui houve zoações e lá fora muito respeito.
Josimar talvez não esteja na lista nem dos 15 mais importantes jogadores que o Botafogo cedeu para Copas do Mundo. Com certeza está atrás de Nilton Santos, Didi, Garrincha, Zagallo, Manga, Gérson, Jairzinho, Amarildo e Bebeto, por exemplo. Mesmo assim monopolizou o assunto em boa parte da mídia na segunda-feira.
Mídia internacional e o respeito ao Botafogo

Por falar em Josimar, ele remete a um tempo que era muito bom ver a Seleção Brasileira. A gente vibrava pelos jogadores do clube convocados para Copas do Mundo. Em 1986 o botafoguense já vibrava com os gols de Alemão nos amistosos antes do torneio, e nem imaginava que vibraria com dois gols de Mister Josi no Mundial. Afinal de contas, ele foi o último convocado, entrando na vaga do cortado Leandro e assumindo a titularidade por conta da lesão de Edson Boaro.
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Até hoje lembro da narração de Luciano do Valle no golaço contra a Irlanda do Norte dizendo: “Imagino como deve estar o torcedor botafoguense em todo Brasil”. Josimar remete ao tempo que era bem mais gostoso ver a Seleção Brasileira. E que essa Copa possa inspirar o Botafogo em alguns quesitos. Assim a torcida espera.