A semana se inicia com o Botafogo tendo o jogo de volta contra o Cienciano. A goleada de 6 a 1 na ida, em um jogo cercado de erros e culpados, deixou a classificação praticamente impossível. O tradicional “eu acredito”, que tomou conta dos estádios brasileiros, só vai aparecer no Niltão se uma série de fatores acontecerem.
Em primeiro lugar, o Botafogo que se recusa a acreditar não vai compreender o texto. Vai dizer que é insano, argumentando que a virada é impossível. Mas como já vi o Botafogo fazer coisas que até Deus duvida, para o bem e para o mal, prefiro não cravar.
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O primeiro fator para a virada vir vai depender da vontade de alguns jogadores. Se nomes como Cristian Medina, Danilo e Álvaro Montoro decidirem ter a melhor atuação de suas vidas, por exemplo, o quadro começa a ficar mais fácil. Apesar de Danilo ter sido quebrado com a conivência da incompetência do VAR, São nomes em condições de fazer a diferença, apesar das carências do elenco.
Mas logicamente só isso não basta. O Botafogo não pode simplesmente se dar ao luxo de perder as oportunidades que vem desperdiçando. O ataque tem sido de grande incompetência. Mas se a bola começar a entrar, como acontece no futebol, também vai facilitar.
Virada do Botafogo depende de todos

Outra questão passa pelo apoio da torcida. O torcedor precisa ir leve ao estádio. Pensar que tem que ganhar o jogo, essa é a prioridade, de preferência por uma boa diferença de gols. Se o Botafogo fizer 4 a 0 aqui, por exemplo, não vai avançar. Mas deixará claro que a altitude e aquele vergonhoso segundo gol anulado interferiram de fato na definição da vaga.
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Por sinal, pensar em fazer gols e não em golear. Essa talçvez seja a grande chave do sucesso alvinegro neste jogo. Se conseguir se distanciar da necessidade e pensar em vencer, o elenco do Botafogo pode fazer história.