Quem me acompanha neste espaço sabe que procuro ser otimista. Mas o Botafogo nunca precisou tanto de Deus como nesses dias. E os próximos se desenham cada vez mais complicados. A decisão da FGV que devolveu os direitos políticos à Eagle Bidco na SAF e declarou irregular a eleição de Durcesio Mello como diretor interino é um balde de água fria para quem acreditava em bons caminhos para o clube.
“A chapa está quente”. Foi o que me disse uma influente fonte dos bastidores do clube, me aconselhando a aguardar os próximos desdobramentos da crise. Quem vai sair desmoralizado disso tudo?
Com a decisão, estão suspensos os atos societários sem a participação da Eagle, que detém 90% das ações da SAF alvinegra e vive litígio com John Textor. Com isso, a empresa passa a ter o direito de participar e até mesmo presidir a Assembleia Geral Extraordinária marcada para a próxima quinta-feira (14).
Botafogo e os abutres que salivavam

O que isso significa de fato? Agora Durcesio, John Textor, clube social e outros pouco podem fazer para tirar o clube das mãos de quem só olha para o futebol do Lyon. Salvo uma mudança de planos da FGV.
Temos que apelar para que a FGV tenha bom senso e, como suas próprias palavras alertam, “evitar um colapso político e operacional de um do Botafogo, um dos principais ativos da Eagle Football, e um dos clubes de futebol mais importantes do país.“.
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John Textor está fora do comando da SAF. Alguém mais capacitado vai comandar o clube? Tirem suas conclusões. Os abutres que estavam salivando pelo poder nem terão mais áudios vazados, pois agora ninguém mais vai querer ouvir. O medo dos desdobramentos é real. O time precisa ser blindado. A torcida precisa apoiar. O resto e confiar em Deus e, principalmente, fiscalizar.