O Botafogo não pensa em demitir Martín Anselmi no momento. Mas embora a diretoria negue, existe o pensamento, sem contatos feitos, em um plano B. Isso porque internamente os dirigentes sabem que a sequência de jogos que se avizinha é ingrata e uma série de péssimos resultados, aliada a uma eliminação na Libertadores, gerada em muito pela teimosia do argentino, vai pesar muito.
O Botafogo vai enfrentar o Flamengo no sábado no Estádio Nilton Santos. Em seguida, por conta de mudanças na tabela, fará três compromissos complicados fora de casa. Pega o Palmeiras e o Bragantino em São Paulo, nos dias 18 e 21 de março, respectivamente. Uma semana depois encara o Furacão, no Paraná, em jogo reprogramado e na data reservada pela Fifa para amistosos e repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.
Sequência pode definir plano B do Botafogo

A sequência é ingrata. Mas se o Botafogo der sinais de vida e jogar bem, Anselmi ganha tempo pelo menos até a Copa do Mundo. Até porque há o entendimento de que agora ele receberá mais opções. Afinal de contas terá o zagueiro Ferraresi, os volantes Cristian Medina e Edenílson e o atacante Júnior Santos à disposição. Todos em condições, por exemplo, de brigar por titularidade.
Existe porém o receio interno de que Anselmi desperdice os reforços e a vida extra no clube por conta de teimosia e convicções esportivas. Algumas posições do treinador têm irritado os dirigentes do clube, embora ninguém ouse se manifestar publicamente para não colocar mais lenha na fogueira.
A gincana interna de Anselmi

Parece gincana, mas outra tarefa que Anselmi terá que executar para se manter, inclusive algo que também tem gerado revolta interna, é fazer alguns jogadores voltarem a render. Há um incômodo no desempenho de nomes como Vitinho e principalmente Álvaro Montoro. Também foi mal visto a forma como Danilo foi apagado no segundo tempo contra o Barcelona.
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Enfim, a realidade do Botafogo no momento é de espera. Anselmi ganhará novas chances. Mas terá que aproveitar. Uma vitória contra o Flamengo e diante do Palmeiras, por exemplo, muda o clima. Resta saber se o treinador terá competência para tal.