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Ex-dirigente do Botafogo faz forte desabafo e relata ‘dívidas imensas’ no Fortaleza: ‘Acabou o dinheiro’

Carlos Eduardo Sangenetto

Por: Carlos Eduardo Sangenetto

- Atualizado em

Camisa do Fortaleza | Março 2026
Instagram (@fortalezaec)

Diretor de futebol do Botafogo na mágica temporada de 2024 por cinco meses, Pedro Martins usou as redes sociais na noite desta quinta-feira (9/4) para fazer um forte desabafo. Hoje CEO do Fortaleza, o dirigente expôs a grande crise financeira vivida pelo clube nordestino, chegando afirmar que “acabou o dinheiro”.

Rebaixado pelo Botafogo na rodada final do Brasileirão de 2025, o Fortaleza disputa a Série B depois de oito anos na elite nacional e tem dificuldade de lidar com “dívidas passadas”, segundo Pedro Martins. Antes de assumir o cargo de executivo no Leão, ele teve uma curta passagem pelo Santos no ano passado.

Veja um trecho do pronunciamento de Pedro Martins:

“O clube passa por uma dificuldade imensa. Não só por causa do rebaixamento da Série A para a Série B, mas também por compromissos antigos. Desde que eu cheguei aqui, desde o dia um, eu venho lidando com dívidas passadas, venho lidando com a necessidade da gente remontar um elenco imenso e, principalmente, construir uma operação interna, um dia a dia que faça a gente ganhar jogos.

Esse não é um exercício fácil, porque ao mesmo tempo, quando recebo ligações de empresários, de clubes cobrando dívidas passadas, também tenho que construir uma perspectiva futura. E perspectiva futura se constrói com conta em dia, com salário, com direito de imagem e procurando dar perspectiva para as pessoas que estão aqui dentro trabalhando todos os dias de que a gente vai reconstruir o Fortaleza, de que a gente vai voltar para a Série A.

Mas esse não é um exercício simples. Passar notícia ruim para funcionário, passar notícia ruim para atletas, para as pessoas, é terrível. Ninguém gosta de estar nessa posição. Porém é necessário. Eu aceitei esse desafio sabendo que era necessário. Eu aceitei esse desafio porque é o Fortaleza.

E se cabe a nós essa posição de ter que mostrar a realidade para as pessoas, nós vamos fazer. E sabe como se faz isso? Falando a verdade. Assumindo compromissos que a gente pode cumprir e honrar, ao mesmo tempo em que você tem que lidar com as dívidas e com a pressão externa de que, provavelmente, você não está quitando todos os acordos que foram feitos.

E nesse processo, é muito importante falar com você, torcedor, de que alguns funcionários assimilam mais rápido, alguns jogadores assimilam mais rápido, mas outros… outros sofrem um pouco mais para entender que essa é a realidade do Fortaleza da Série B. Essa não é uma realidade fácil de aceitar, eu sei. Não é fácil para o nosso capitão, não é fácil para o nosso torcedor, não é fácil para aquele nosso funcionário que está aqui há quinze, vinte anos. Não é fácil para ninguém.

Porque somos um clube que estava há sete anos na Série A. Como assim, um clube que estava há sete anos na Série A, agora tem que lidar com dívidas imensas? Acabou o dinheiro? Acabou o dinheiro. Mas nós estamos aqui para lidar com esse cenário. Seria muito mais fácil apontar o dedo para cá, para lá, mas nós estamos aqui para enfrentar a realidade. E enfrentar a realidade é buscar solução, é buscar novas possibilidades financeiras, novos acordos, é pensar fora da caixa. É, literalmente, se reinventar.”

Fonte: Redação FogãoNET e Instagram do Fortaleza E.C

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