Analisando as passagens pós-Botafogo, a contratação de Tiquinho Soares se tornaria arriscada no molde de chegar para ser o titular da equipe, pois não agregou muito no Santos e menos ainda no Mirassol.
O fato é que não podemos ir tão ao céu e nem ao inferno. E o que quero dizer com isso é que há motivos para desconfiança, mas também motivos para compreender o movimento do Botafogo por ele nesse momento.
Primeiro, não há como negar o impacto da familiaridade na adaptação de um jogador. Olhando suas passagens por São Paulo, nitidamente víamos que o jogador não tinha mais brilho no olhar, parecia sem muita motivação em brigar pelo destaque.
No Botafogo, chega identificado e motivado para continuar com a idolatria que conquistou por grande parte dos torcedores. E isso não significa que vá ter condições de se tornar absoluto na equipe, mas o grande ponto é: financeiramente não custará ao clube algo condizente com essa expectativa.
Sobre encaixe na equipe, vemos meias com capacidade de quebrar linhas e centroavantes/segundo atacantes com capacidade de atacar espaço (Danilo Pereira e Kadir), mas falta uma parede com mais qualidade e uma última definição melhor, coisas que são da característica do centroavante.
O fato é: olhando o custo que Arthur Cabral gera (salário alto e transferência cara) e a baixa probabilidade de ter algum interessado em comprá-lo, além da presença de Kadir e Danilo Pereira como atacantes mais móveis, acho bem difícil que o Botafogo invista nessa posição de maneira mais robusta esse ano, pois faz muito mais sentido alocar esse investimento em pontas.
É um tiro curto para um time já sem expectativas tão altas para a reta final de temporada. Vamos ver.