Desde que Tite chegou ao Botafogo, utilizou Cristian Medina como ponta-direita em três jogos. Coincidência ou não, as derrotas para Mirassol, Vasco e Internacional. Em uma partida, colocou o argentino por dentro, quase como um camisa 10 (empate com o Coritiba). Em outra, o deixou começando no banco (vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense).
O que explica a insistência? Ainda que não chame necessaiamente a posição de ponta (pode ser externo, beirada, meia aberto, volante aberto, corredor), Tite utiliza um jogador em uma posição na qual não rende. Ou pelo menos não rendeu no Botafogo. Até por características.
Vale lembrar que Cristian Medina não vinha bem antes nem no meio, como volante, e que tinha sido barrado. O que o credenciou a ser utilizado pelo lado? Não tem a força física para ir e voltar, não ataca, não dribla, não agride, não cruza, não faz gol, não marca bem e não acompanha o lateral.
O Botafogo perde Medina o utilizando por ali. As características boas que tem, como dinamismo, participação e condução de bola somem. Foi como ele foi bem contra o Coitiba, no qual Ziyech foi o ponta-direita. Por dentro, o argentino ainda ajuda a liberar Danilo para jogar e chegar à para finalizar.
A única explicação plausível é Tite não confiar nos outros pontas que tem no elenco, como Júnior Santos, Lucas Villalba e Kauan Toledo. Mas talvez seja melhor colocar um deles por ali e “perder” em apenas uma posição, porque com Medina pelo lado o Botafogo “perde” em duas posições.