Afinal, qual é o plano do clube social para o Botafogo? Perguntamos novamente, pois até agora não sabemos. O associativo segue sem pronunciar oficialmente, seja por meio de seu site, redes sociais, presidente ou vice-presidentes. Só quem falou recentemente foi Carlos Augusto Montenegro, que nem sequer tem cargo.
E o que se tem são diversas reportagens que, de certa forma, trazem o lado do associativo (em off, por meio de fontes) e ataques a John Textor. E não que ele não mereça críticas, muito pelo contrário. A questão é que estes ataques atingem também o Botafogo, a credibilidade do clube, a forma como é visto no mercado. A quem interessa?
Será que o Botafogo social quer assumir um clube ainda mais fragilizado? Como vai fazer para vender? Quem vai querer comprar? Como negociar uma instituição se alguém passa a informação a um blog de uma suposta dívida (posteriormente desmentida) de R$ 3 bilhões?
O clube social tem 10% da SAF e o dever de fiscalizar. Aliás, não tem 100% por conta de décadas de incompetência que o fizeram vender a maior parte do percentual. Agora, não fiscalizou, esteve ao lado de John Textor, foi o defender e impedir que e Eagle/Ares o retirasse, não barrou a entrada do empréstimo de US$ 25 milhões.
Agora, a estratégia parece ser fazer Textor sangrar. Para removê-lo. É isso mesmo? A SAF soltou nota oficial. É preciso o social se posicionar. Pois enquanto Textor sangra, o Botafogo, por tabela, sangra e fica asfixiado.
E a torcida sofre sem saber nada, porque os representantes eleitos pelos sócios sequem aparecer para falar.