ABSURDO! REFORMA DO ENGENHÃO LEVARÁ 18 MESES

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Em entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira, na sede da prefeitura do Rio de Janeiro, o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto; o presidente da Rio Urbe, Armando Queiroga; um dos engenheiros do consórcio do Engenhão, Marcos Vidigal e Sebastião Andrade, da comissão formada pelo prefeito Eduardo Paes para vistoriar e dar um novo parecer sobre o estádio – interditado no dia 26 de março em razão de problemas na cobertura – confirmaram as impressões do laudo anterior de uma empresa alemã e apontaram, finalmente, um prazo para finalizar a obra de resestruturação: 18 meses. Ou seja, dezembro de 2014.

– A comissão decidiu que não dá para deixar desse jeito, precisa-se recompor estes níveis – disse Sebastião Salgado.

Como havia informado o prefeito recentemente, os custos da reforma ficarão por conta do consórcio construtor, formado pelas construtoras OAS e Odebrecht. A prefeitura ainda irá notifica-los da decisão, mas não acredita em qualquer resistência dos construtores.

O prazo para o início das obras ainda não foi divulgado. Segundo os engenheiros que realizaram os estudos, ainda será preciso novas análises. Os preços da obra também não foram estimados.

– Estamos notificando os consórcios e evocamos as garantias previstas no Código Civil quanto à segurança e à solidez de uma obra de engenharia. É uma tragédia. Já estamos notificando, mas não acredito que já na segunda-feira haja operários nessa obra. O prazo é em torno de 18 meses e começa a partir da notificação imediata ao consórcio, o que será feito hoje (sexta-feira). O prazo é em torno de 18 meses – disse o secretário municipal  de obras, Alexandre Pinto.

O engenheiro Sebastião Andrade afirmou também que houve erro no projeto inicial para a construção do Estádio. Ao fim da apresentação de slaides com imagens das estruturas comprometidas, a comissão apresentou a seguinte conclusão:

Diante das considerações expostas e da avaliação de toda a documentação disponibilizada, esta comissão entende que o reforço estrutural imediato da cobertura é imprescindível para que possa ser utilizado com os níveis mínimos de segurança exigidos pela legislação vigente. Da maneira que está, o estádio não cumpre com os riscos mínimos – explicou o engenheiro Sebastião Andrade.

Fonte: Lancenet!

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