Antônio Lopes diz: gestão mudou imagem do Botafogo e CEP merece estátua

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A chegada ao Botafogo, em dezembro de 2014, foi em um dos piores momentos da história do clube: recém-rebaixado à série B, com mudança de diretoria e apenas oito jogadores no elenco. Além de tudo, Antônio Lopes contou que era difícil contratar reforços, porque os atletas e empresários viam o Alvinegro como propício a atrasos de salários. Hoje, dia em que a equipe se reapresenta para uma nova temporada, o gerente de futebol do Botafogo ressaltou que uma de suas maiores conquistas foi conseguir recuperar a imagem do clube, que já não é mais conhecido no meio por atrasar os vencimentos dos seus atletas.

Ao chegar ao Botafogo, quais eram as suas expectativas em relação ao trabalho no clube? Conseguiu alcançá-las?

A nossa intenção no futebol é sempre alcançar o máximo. E, graças a Deus, até o momento nós conseguimos aquilo que pretendíamos. Quando assumimos, o clube tinha apenas oito jogadores. E já em 2015, conseguimos um bom desempenho: no Estadual, em que o Botafogo tinha sido o sétimo colocado no ano anterior, nós conseguimos o vice-campeonato e o título da Taça Guanabara. Também em 2015, recolocamos o Botafogo na Série A e conquistamos um título inédito, o da Série B. Passamos 2016 evoluindo ainda mais. Isso se deve, em parte, a uma ótima administração. Acho que o nosso presidente merece uma estátua aqui, porque ele pegou o clube totalmente quebrado pela administração anterior. E esse presidente, juntamente com diretores, comissão técnica e funcionários, conseguiu o êxito total. Colocou o clube até em uma Libertadores, algo que muita gente não esperava. E nesta nova temporada a gente quer ainda mais: uma boa Libertadores, um bom Brasileirão, um bom Carioca e uma boa Copa do Brasil.

A preocupação maior nesta temporada foi manter a base do ano passado?

Sim, mas isso não significa que queríamos manter todos os atletas. Alguns jogadores poderiam ter ficado conosco, mas não renderam no ano passado. Com os jogadores que renovaram e mais os reforços que contratamos, temos uma base muito boa de 2016 para 2017. Melhor, inclusive, do que a que tínhamos de 2015 para 2016.

E qual foi a estratégia para escolher as novas contratações?

Estamos seguindo um caminho trilhado pelo nosso presidente. Ele quer ajustar a parte financeira, está pagando muitas dívidas das administrações anteriores. Então o procedimento é formar um excelente time, mas sempre dentro das possibilidades financeiras do clube. E, graças a Deus, temos dado sorte nisso. Estamos contratando muitos bons jogadores dentro do limite que o Botafogo pode alcançar.

Como se faz isso?

Conversando com empresários, com os jogadores… Tentamos mostrar para eles que nós estamos querendo, que hoje em dia o Botafogo é outro clube. Nós não devemos aos nossos jogadores, pagamos em dia. Se quiser ter certeza, basta falar com os atletas que estão aqui. Às vezes, pagamos até antes do fim do mês. É disso que jogador gosta: de trabalhar onde ele recebe religiosamente em dia. Isso facilita muito.

Ao conversar com os jogadores, o senhor percebia uma resistência ao Botafogo por causa da imagem ruim que o clube tinha?

Quando cheguei, no fim de 2014, sim. O jogador sempre presta muita atenção nisso. Quem trabalha num lugar que atrasa salários nunca produz bem.

O que levou o clube a dar uma chance ao técnico Jair Ventura, no ano passado?

A competência dele. Acompanhávamos o trabalho que ele fazia como auxiliar. Pesou também o fato de ele já conhecer o trabalho dos dois técnicos anteriores que passaram por aqui: Renê Simões e, principalmente, Ricardo Gomes. Então, ele tinha condições de continuar o trabalho que estava sendo desenvolvido e, ao mesmo tempo, começar o trabalho dele. Já esperávamos o sucesso dele pelo que vimos em 2015 e 2016. Contamos com ele para a próxima temporada.

O senhor espera que a primeira partida da Libertadores, contra o Colo-Colo, seja difícil?

Muito difícil. Todos os adversários da Libertadores são. Eu, que já trabalhei em dezenas, sei que os clubes que participam da competição são os melhores dos seus países. As equipes que vão participar da pré-Libertadores também não serão fáceis.

Fonte: Extra Online