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Assumpção se defende e diz que dono da Viton 44 foi ameaçado por torcedores

Por: FogãoNET

A Viton 44 está trocando o Botafogo pelo Fluminense, e, no último capítulo da novela que durou quatro anos, dois personagens desempenham o papel principal da trama: o dono da empresa do ramo de bebidas, Neville Proa, e o ex-presidente do Alvinegro, Mauricio Assumpção. Atacado pelo empresário em entrevista publicada no Extra e no Globo, o ex-dirigente defendeu-se nesta sexta-feira:

– Ele (Neville) foi ameaçado, pelo telefone, por torcedores do Botafogo que exigiam que renovasse o patrocínio – informou Mauricio Assumpção, ao blog Extracampo. – Agora, quer justificar, mas não deveria recorrer a calúnias. Ficou muito fácil bater em mim agora. Tudo é culpa do Mauricio Assumpção – acrescentou, por telefone.

Na entrevista, Neville acusou a antiga diretoria do Botafogo de ter conduzido o contrato de 2014 de forma “pavorosa” e levantou suspeita em relação à antecipação da cota de patrocínio. “A antecipação não era para pagar jogador, era da rodinha lá de dentro”, disse o empresário.

Mauricio se defendeu:

– Desconheço o termo rodinha. Não sei do que se trata. Existe a comprovação de todos os pagamentos feitos com o dinheiro do patrocínio ao longo dos anos. Basta perguntar ao conselho fiscal. Infelizmente, o senhor Neville teve um lapso de memória. Há um documento em que ele dá anuência à antecipação com intermediação do Banco Modal – disse.

O ex-presidente do Botafogo lembrou o sucesso da parceria e os novos voos da Viton no futebol carioca.

– Respeito muito a relação com a Viton. Nós constuímos isso. Começamos com um patrocínio de R$ 3,5 milhões e subimos para mais de R$ 20 milhões. O próprio mercado entendeu que era uma relação especial. Não fosse isso, o Flamengo, o Fluminense e o Maracanã não teriam ido atrás da empresa. Tenho muito orgulho de ter colocado a Viton no mercado do esporte.

O Botafogo recebia aproximadamente R$ 25 milhões por ano da Viton 44 para estampar a marca dos produtos da empresa no peito, nas costas e nas mangas da camisa, além do calção. O Flamengo deverá receber R$ 9 milhões da marca no ano que vem. E o Fluminense fechou com a empresa nesta semana por R$ 14 milhões por temporada.

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