Impossível não se entusiasmar com este time do Botafogo que quebrou a invencibilidade do Atlético Nacional em seu estádio, em Medellin, alicerçado num eficiente sistema defensivo.

Venceu os colombianos por 2 a 0, com apenas 33% de posse de bola, três zagueiros, três volantes, alguns desfalques e a disciplina que já havia derrubado chilenos, paraguaios e argentinos.

É difícil fazer gol no Botafogo e este é um ponto ressaltado desde a primeira partida do time no returno do Brasileiro de 2016 _ quando saltou de candidato ao rebaixamento ao G-6 da Libertadores.

Foram só nove gols em 19 partidas, num nível alto, e é confortável saber da descoberta de um sistema que faz do time um adversário difícil de ser vencido _ principalmente sabendo de suas limitações.

E isso ficou claro neste jogo no Atanásio Girardot, onde o Atlético Nacional venceu os cinco que fez este ano: o Botafogo enfrentou o atual campeão com serenidade e venceu sem sobressaltos.

João Paulo deu qualidade ao “cinturão de volantes”, ligando o ataque com qualidade, e Emerson Santos, na lateral direita, fez um falso terceiro zagueiro sem que parecesse um “ser estranho” ao jogo.

Camilo, em sua real posição, rendeu próximo ao que se espera, e Jair Ventura, em sua leitura estratégia, corrigiu e atacou nas horas certas as manobras táticas elaboradas pelos adversários.

O Botafogo não tem um elenco virtuoso e tampouco joga um futebol de encher os olhos, mas é hoje um dos times mais concentrados, ajustados e já habituados ao padrão competitivo da Libertadores.

Dá gosto de vê-lo jogar…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online