Para ajudar o time a conquistar os pontos que separam o Botafogo da Série A, a diretoria alvinegra sonha com um grande público no Estádio Nílton Santos para pressionar o Bahia. Das ações de marketing que serão feitas — como a promoção no preço da cerveja antes do jogo — à corrida contra o tempo para aumentar a capacidade do estádio, o objetivo é ir além da média de 7.917 pagantes por partida e do recorde de 23.805 presentes na Série B.
Ontem, por exemplo, a diretoria agiu nos bastidores atrás da liberação de mais 10 mil lugares no estádio. Hoje, o Nílton Santos tem capacidade para pouco mais de 25 mil assentos. A limitação ocorre pela necessidade de um aval dos bombeiros, obstáculo que o clube busca driblar desde a semana passada.
O Alvinegro tem até amanhã para definir se a partida terá uma carga extra de ingressos. A venda pela internet já começou e o intuito dos dirigentes é incendiar a torcida durante a semana.
— O Bahia é um grande adversário, mas o nosso objetivo é subir com o título da Série B. A presença da torcida sempre fará diferença e este é o momento para ele estar presente — disse o presidente Carlos Eduardo Pereira.
Caso não aconteça para sábado, a liberação será garantida para partida contra o Santa Cruz, a próxima no Rio de Janeiro, no dia 14 de novembro. Até lá, o Botafogo negocia com a prefeitura carioca adiar a interdição dos setores atrás dos gols do Nílton Santos, que entrará em obras. Se tiver um estádio menor à disposição, outras opções estão em pauta.
— Jogar no Maracanã é uma opção — disse o vice jurídico Domingos Fleury. — Se for um jogo de grande apelo, para conquistar o título, podemos cogitar a hipótese. Como não temos contrato com o consórcio, a ideia seria fazer um acordo por partida — explicou o dirigente.
A diretoria aposta no bom momento para arrecadar. Além do dinheiro de bilheteria, patrocínios pontuais estão em negociação.