O Botafogo divulgou nesta terça-feira seu balanço financeiro do ano fiscal de 2018. Segundo mostram os números, a situação dos cofres alvinegros segue muito complicada.

Além de uma dívida de R$ 231,6 milhões com a União, que é a 2ª maior do país (atrás apenas do Atlético-MG), o clube carioca devia, ao final de 2018, R$ 81,333 milhões a pessoas físicas (veja a tabela abaixo).

Desse montante, as maiores são com os irmãos Walther Moreira Salles (R$ 25,414 milhões) e João Moreira Salles (R$ 23,286 milhões).

Depois, a maior quantia devida é ao empresário Marcus Vinícius Sanchez Secundino, fruto de um empréstimo feito em 2014 pelo então presidente Maurício Assumpção. A dívida no momento é de R$ 11,7 milhões.

O CEO do Instituto Ibope, Carlos Augusto Montenegro, é outro dos credores do Botafogo, com um valor de R$ 11,068 milhões. Vale lembrar que ele foi presidente do time entre 1994 e 1996, época em que os cariocas conquistaram o título do Brasileirão, em 1995.

Por fim, destaca-se também a pequena dívida feita com o YouTuber Felipe Neto: R$ 170 mil. Uma das maiores celebridades da internet no Brasil, com mais de 32 milhões de seguidores no YouTube, 10 milhões no Instagram e quase 9 milhões no Twitter, Felipe é torcedor fanático da equipe e inclusive a patrocinou recentemente com a marca Neto’s, que é um quiosque de venda de coxinhas.

Felipe Neto diz que perdoou dívida do Botafogo

Após a publicação da reportagem, Neto usou suas redes sociais para informar que a dívida foi perdoada.

“Informo que a dívida de R$ 170 mil do Botafogo comigo como pessoa física foi integralmente perdoada, junto com os juros e correção. Como ainda não foi atualizado no balanço, não tinha como a ESPN saber. Então, fica aqui a atualização”, escreveu.

TAXAS DE JUROS

Apesar de terem a maior dívida, os bilionários irmãos Moreira Salles deram ao clube de coração as condições de pagamento mais “camaradas” possíveis.

Além de terem dado prazo até novembro de 2047 (dividido em 360 parcelas), eles cobram apenas os juros do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – ou seja, a dívida é corrigida anualmente apenas pela inflação.

Felipe Neto é outro que cobra juros corrigidos pela inflação. Diferentemente dos Moreira Salles, porém, a correção é feita por mês, e não anualmente. Carlos Augusto Montenegro, por sua vez, requer juros de 1,4% ao mês.

Já Marcus Vinícius Secundino cobra 2,2% de juros ao mês. Não à toa, essa dívida cresceu de R$ 7,935 milhões em 2017 para os atuais R$ 11,7 milhões, como mostra o balanço.

Fonte: ESPN.com.br