Botafogo tenta segurar atletas e se reforçar ‘sem perder referências financeiras’

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Por FogãoNET

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Um ano sem sustos é a melhor definição da temporada do Botafogo. As metas estabelecidas lá em janeiro estão quase cumpridas. Neste sábado contra o Bahia, às 17h10m, no Engenhão, ainda não será possível garantir o acesso matematicamente, mas a volta à primeira divisão é apenas questão de tempo. A preocupação real não é mais com 2015, mas como ter um 2016 sem percalços.

A começar pelo time titular. O desejo da diretoria alvinegra é manter os principais jogadores. Porém, para montar praticamente um elenco do zero — foram contratados mais de 20 jogadores —, a nova gestão foi ao mercado com pouco dinheiro. A saída encontrada pelo clube foi assinar contratos curtos, que acabam logo após o fim do campeonato. Desta forma, conseguiu baixar o custo da equipe e se manter no orçamento de R$ 81 milhões para o futebol este ano.

Agora, os dirigentes correm para não perder Thiago Carleto, Renan Fonseca, William Arão, Neilton, Navarro, Luís Ricardo e Lindoso, por exemplo, cujos vínculos estão perto do fim. Sassá, que será titular hoje, tem contrato até o fim do ano que vem e poderia assinar com outro time no meio de 2016. Todos negociam a renovação com o clube. Porém, há sempre o risco de uma oferta melhor de fora. Em 2015, o alvinegro estipulou um teto de R$ 50 mil de salário, considerado baixo no cenário da elite.

Para o ano que vem não deve mudar muito. O clube aderiu ao Profut e terá que separar parte da receita para o pagamento das parcelas das dívidas fiscais. Caso deixe de pagar, pode sofrer punições.

— Nosso grande desafio será ter um time com os melhores jogadores com o menor custo possível. Temos que trabalhar com a realidade e com números viáveis. Não podemos perder as referências financeiras — admitiu o presidente Carlos Eduardo Pereira, que teme dificuldades para conseguir novos patrocínios, mesmo na Série A. Este ano, o Botafogo passou a temporada sem um patrocinador master no uniforme. — Isso mudaria se o país estivesse em outra circunstância, mas a expectativa é de um ano complicado.

DNA OFENSIVO

A Série A, no entanto, pode pesar a favor do Botafogo na hora de se reforçar. E até impedir a quantidade de nãos ouvidos no início do ano.

— Alguns jogadores foram sondados, mas não quiseram jogar a Série B. Há um certo preconceito de quem joga a Série A, pois acha que será desvalorizado — afirmou o presidente.

Por isso, a diretoria luta para não perder os principais jogadores, que abraçaram a causa alvinegra — mesmo assim há uma barca prevista para enxugar o elenco que deve levar dez jogadores. Um desses símbolos é o goleiro Jefferson, unanimidade no clube e na torcida, considerado a referência do time. O camisa 1 tem contrato até 2017, mas constantemente tem sido alvo de cobiça de outras equipes.

— O Botafogo começou o ano e tudo era dúvida. A diretoria era nova. Traçamos um planejamento e colocamos alguns pontos principais. Precisávamos de um time de jogadores com fome, sede e pressa. E não se ganha a Série B só com a base, é necessário muita experiência. Já tínhamos um ídolo, o Jefferson. O objetivo era treinar o jogo e jogar o treino — relembra o ex-técnico René Simões, que participou da montagem da equipe ao lado do coordenador de futebol Antônio Lopes.

Até o momento, tudo tem corrido como o planejado. O alvinegro ficou entre os quatro primeiros da Taça Guanabara e foi finalista do Carioca — perdeu a final para o Vasco. A Copa do Brasil não estava nos planos, porém custou o cargo de René Simões, que caiu após a eliminação para o Figueirense, em julho.

Com Ricardo Gomes à frente, o time não mudou o estilo ofensivo, que tem sido destaque na segunda divisão. O alvinegro marcou 56 gols em 32 jogos. Além de ter a defesa menos vazada das Séries A e B, junto com o Corinthians, líder da primeira. Assim como os paulistas, o Botafogo está com o título nas mãos. Só com a taça em General Severiano, o alvinegro dará a missão como cumprida e estar pronto para enfrentar 2016 com a autoestima renovada.

Ficha do jogo

Botafogo: Jefferson, Luis Ricardo, Renan Fonseca, Roger Carvalho e Carleto; Lindoso, Willian Arão, Camacho e Daniel Carvalho; Neilton (Lulinha) e Sassá.

Bahia: Douglas Pires, Railan,Gabriel Valongo e Vitor Costa; Paulinho Dias, Tiago Real, Eduardo e João Paulo Penha; Maxi Biancucchi e Kieza.

Juiz: Daniel Nobre Brins – RS.

Local: Engenhão

Horário: 17h10m

Transmissão: Premiere e rádios Globo e CBN

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