Para ter sucesso na presidência do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira vai precisar, antes de tudo, aprender a cobrar, mesmo estando em dívida. Na última quarta-feira, no primeiro sinal de crise no departamento de futebol, ele passou a mão na cabeça de Jobson, que não apareceu para treinar no Engenhão.
– Não sabemos o que aconteceu. Esperamos que tenha sido algum contratempo. Acredito em todos os jogadores do Botafogo. Eles foram abandonados. O clube não lhes deu suporte de salário, nem estrutura. Fica difícil fazer uma análise crítica – disse.
Outra missão do novo presidente do Botafogo, quase impossível, será a adequação do clube ao orçamento apertado para 2015. Carlos Eduardo é pessimista:
– Será um ano extremamente difícil. O Botafogo terá a metade de um orçamento normal: R$ 50 milhões. Num ano normal, o orçamento seria de R$ 100 milhões. Mas todos acham que a gente vai ter metade disso, embora não se leve em consideração o plano de sócio-torcedor – informou.
No seu primeiro dia de trabalho como presidente do Alvinegro, Carlos Eduardo teve péssima impressão:
– O clube está uma bagunça completa.
Na sua avaliação, Mauricio Assumpção concorre ao título de pior presidente da história do Botafogo:
– Eu acho que ele tem um grande potencial para ser confirmado nesse posto. Concorre com Rivadavia Corrêa e Charles Borer, que participaram do processo da venda de General Severiano – encerrou.