Comissão culpa erro no projeto inicial do Engenhão

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A coletiva de emergência convocada pela Prefeitura do Rio de Janeiro sobre a interdição do estádio João Havelange, o Engenhão, no início da tarde desta sexta-feira, não trouxe boas notícias para o torcedor carioca. De acordo com os engenheiro Sebastião Andrade, o secretário municipal de obras, Alexandre Pinto e o presidente da RioUrbe, Armando Queiroga, a cobertura do Engenhão precisará passar por um reforço estrutural imediato e a obra levará em torno de 18 meses para ser concluída.

– Temos um prazo, uma expectativa de 18 meses para a execução destes trabalhos – afirmou Armando Queiroga, explicando que os detalhes sobre a obra ainda serão definidos.

Segundo os membros da comissão constituída para analisar a situação do Engenhão, o estádio não oferece condições mínimas de segurança ao público.

Coletiva estádio engenhão  (Foto: Raphael Zarko)
Membros da comissão sobre o Engenhão explicam situação do estádio em coletiva de emergência (Foto: Raphael Zarko)

– Diante das considerações expostas e da avaliação de toda a documentação disponibilizada, esta comissão entende que o reforço estrutural imediato da cobertura é imprescindível para que possa ser utilizado com os níveis mínimos de segurança exigidos pela legislação vigente. Da maneira que está, o estádio não cumpre com os riscos mínimos – explicou o engenheiro Sebastião Andrade.

Andrade disse ainda que houve erro no projeto inicial do estádio, construído para a realização do Pan-Americano de 2007 e alugado ao Botafogo.

– A causa deste comportamento tem a ver com a concepção estrutural. O arco, por exemplo, na situação atual, se movimentou bastante. Isso tudo levou a níveis mais baixos de nível de confiabilidade. A comissão deicidiu que não dá para deixar desse jeito, precisa-se recompor estes níveis.

O Engenhão está fechado desde o dia 26 de março após o poder municipal receber um laudo da empresa alemã SBP, que constatou problemas na cobertura do estádio. A interdição foi cercada por polêmicas e desinformação. Em resposta ao laudo alemão, uma empresa da Inglaterra (RWDI) analisou os dois estudos – da Alemanha e o original da empresa canadense, que fez os cálculos estruturais – e referendou o estudo do Canadá, que apontava até três vezes menos riscos na estrutura que os alemães.

O grande ponto de divergência entre os dois cálculos diz respeito à segurança da estrutura em caso de ventos muito fortes no Rio de Janeiro. Segundo a RWDI, haveria riscos – mas não de colapso – apenas em casos de ventos acima de 115 km/h. O parecer da SBP, no entanto, aponta que já há perigo se os ventos atingirem 63 km/h.



Fonte: Globoesporte.com
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