A Conmebol pagará um total de US$ 141 milhões (R$ 477 milhões) em premiação aos clubes pela participação nas competições organizadas pela entidade em 2018. O valor completo foi divulgado pela entidade junto ao orçamento para a temporada atual, aprovado no Congresso desta quinta-feira, em Buenos Aires.

Só na atual edição Libertadores, serão distribuídos, ao todo, US$ 103,85 milhões (R$ 351,5 milhões). Na Sul-Americana, o montante a ser fatiado é de US$ 36,1 milhões (R$ 122,2 milhões).

Em números gerais, houve crescimento da premiação de 2017 para 2018, mas ele não foi substancial: uma diferença aproximada de US$ 5,6 milhões (R$ 19 milhões). O motivo é que os contratos dos direitos comerciais da Conmebol, especialmente o de TV, não sofreram reajuste significativo.

Na Libertadores, pelo menos, a Conmebol — entre outros ajustes finos — dobrou o prêmio pago na vitória na final: o salto foi de US$ 3 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para US$ 6 milhões (R$ 20 milhões).

A Recopa Sul-Americana, por outro lado, já vencida pelo Grêmio na decisão contra o Independiente, não sofreu reajuste. Foi dividido US$ 1,1 milhão em prêmios (R$ 3,7 milhões), sendo US$ 700 mil para o campeão (R$ 2,3 milhões).

A expectativa da entidade que gere o futebol sul-americano e, por consequência, dos clubes, fica para o ciclo 2019-2022, já que há a garantia de pelo menos US$ 1,4 bilhão em receitas no período quatro anos, graças à licitação que apontou uma agência para explorar os direitos comerciais das competições da Conmebol.

— Graças a isso veremos recordes na divisão de prêmios aos clubes participantes da Libertadores, da Sul-Americana e da Recopa — apostou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

Com o passado recente manchado pela corrupção de seus dirigentes, a Conmebol adotou pelo segundo ano seguido a postura de investir o máximo de dinheiro possível no futebol. O balanço financeiro de 2017 mostrou um superávit modesto de US$ 1 milhão, US$ 300 mil a menos do que em 2016. A comparação com 2015, quando ainda não havia a mudança de postura de gastos trazida pelo Fifagate, o superávit foi de US$ 21 milhões.

Fonte: O Globo Online