Interdição do Engenhão beneficia gestor do Maracanã

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A longa interdição prevista para o Engenhão, um ano e meio, beneficia o Consórcio Maracanã, responsável pela gestão do palco das finais da Copa das Confederações-13 e da Copa do Mundo-14.

A empresa está em negociação com os clubes do Rio para uso do estádio e ganha força na queda de braço pelas receitas nos dias de jogos.

A negociação mais dura até o momento é com o Flamengo, não satisfeito com a proposta inicial do consórcio que previa ceder ao clube apenas a renda de ingressos das arquibancadas. O time rubro-negro quer participação nas receitas de camarote, estacionamento e publicidade.

O Fluminense tem negociações mais adiantadas. O Botafogo, antes interessado em mandar apenas alguns jogos no Maracanã, agora se tornou um cliente potencial.

O anúncio do fechamento por um ano e meio ocorre na mesma semana em que iniciou a contagem regressiva para o consórcio fechar com dois grandes clubes do Rio.
A empresa tem até três meses para apresentar ao Estado os contratos de uso do Maracanã, sob risco de cancelamento da concessão.

O Consórcio Maracanã é liderado pela Odebrecht, empresa que também faz parte do consórcio construtor do Engenhão, responsável ainda por encomendar o laudo recomendando o fechamento do estádio botafoguense.

“É no mínimo uma infeliz coincidência”, disse Pedro Trengrouse, professor de gestão esportiva da FGV.

Desde março, quando o Engenhão foi fechado, o Flamengo negocia seu mando de campo para cidades como Juiz de Fora. Já o Botafogo adotou Volta Redonda.

O Fluminense também utiliza São Januário, único estádio disponível na capital. O Vasco, porém, não quer cedê-lo ao rival rubro-negro, temendo depredações.

Na análise de Trengrouse, os clubes podem tentar negociar com o Consórcio Maracanã de forma conjunta, a fim de ganhar força. “Cada um tem potencial diferente. Mas a negociação conjunta pode ser feita levando isso em consideração”.

Luciano Veronezi/Editoria de arte/Folhapress
Estádio, que custou R$ 380 milhões, fica fechado até o fim de 2014
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Fonte: Folha de S. Paulo
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