Um dos maiores ídolos do Botafogo nas últimas décadas, Jefferson está perto de retornar aos gramados. Após dez meses sem jogar por causa de uma lesão sofrida no tríceps e ser submetido a duas cirurgias, o goleiro não vê a hora de colocar as luvas novamente.

“Graças a Deus, estou bem melhor e otimista. Depois da primeira operação, comecei a fazer trabalho de reforço e não evoluiu, por isso, estava chateado. Mas depois da segunda cirurgia a cicatrização foi ótima e estou quase 100% no trabalho aeróbico com as pernas”, contou o jogador ao ESPN.com.br.

O camisa 1 de 34 anos terá um longo caminho antes de brigar para reassumir a meta da equipe alvinegra.

“Agora começou a parte de reforço dos braços e está caminhando bem. A expectativa é de que, em maio, eu possa treinar no campo. Pode ser um pouco mais ou um pouco menos. Depois disso tem todo o trabalho de recuperar o ritmo dos treinos e jogos”.

Durante o período que ficou afastado, Jefferson sofreu por não poder ajudar seus companheiros em campo.

“Nesse tempo, eu fui um torcedor (risos). Até pela minha importância no clube, pude ajudar muito fora de campo conversando com o pessoal. A gente ver tudo isso e não poder ajudar é sofrido. Ainda bem que a equipe está muito bem e isso me dá mais tempo para me recuperar com calma”.

Além disso, ele viu seus substitutos terem grande desempenho. Sidão teve atuações elogiadas no Brasileiro do ano passado e foi para o São Paulo. Gatito Fernández chegou neste ano e foi o herói da classificação alvinegra para a fase de grupos da Libertadores.

“Tanto o Sidão quanto Helton e o Gatito me substituíram muito bem. O clube está muito bem servido de goleiros. O ambiente é muito bom e abraça todo mundo. Temos ótimos treinadores e isso faz o nível permanecer alto”.

Tudo isso dá mais tranquilidade para Jefferson, que chegou ao Botafogo em 2009 e já viveu de tudo um pouco dentro de General Severiano.

“O clube vive um grande momento. Em 2014, caímos, mas foram mais por problemas fora de campo do que dentro de campo. No ano seguinte nos reestruturamos e jogamos a Série B. Ano passado foi ótimo e estamos nos reerguendo. É um momento de alegria, Se continuarmos nesse ritmo dentro e fora de campo eu acredito que estaremos no lugar que sempre merecemos estar”.

Nome constante nas listas da seleção brasileira desde 2010, Jefferson espera recuperar o quanto antes a antiga forma para brigar por uma vaga na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Esse desejo, aliás, é uma das principais razões para o arqueiro, que foi titular por um período na segunda passagem de Dunga pelo Brasil, retornar o quanto antes aos gramados.

“Eu ainda sonho com seleção brasileira. É o meu maior objetivo nesse momento. É poder voltar a defender o Botafogo e estar na Copa de 2018 porque deve ser a minha última oportunidade. Isso tem me dado um gás a mais para poder voltar o mais rápido possível para jogar bem. Com isso, poderei mostrar meu potencial novamente para o professor Tite”.

Chamado por Luis Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ele foi reserva de Julio Cesar durante a campanha que terminou com o quarto lugar. Ele acredita que a experiência que adquiriu no período, incluído a derrota por 7 a 1 para Alemanha, possa ser muito útil no futuro.

“Não estava dentro de campo, mas é o sonho de todos os jogadores jogar uma Copa. O exemplo que tirei deste Mundial foi de que não existe favoritismo. Precisa chegar muito bem preparado pra poder conquistar uma Copa”.

“Isso a gente leva para tudo, inclusive na vida pessoal. Tudo que vamos encarar é necessário estarmos mais preparados​ ainda. Não teve salto alto de forma alguma, mas, por ser no Brasil, talvez achássemos que éramos mais favoritos”.

Fonte: ESPN.com.br