“O grande segredo do futebol é administrar pessoas e se relacionar bem com seus jogadores. São eles que podem fazer diferença. Eu quero que eles vejam futebol da maneira como eu via quando jogava. Eu quero um time vencedor, que tenha uma mentalidade vencedora. Eu tenho certeza de que eles vão entender isso.

“A melhor maneira de lidar com os jogadores é seguir esses três conceitos. Objetividade, lealdade, honestidade. Te dou o exemplo do Mário Sérgio, que infelizmente faleceu. Ele me chamou em 1998 e disse que não gostaria que eu batesse faltas. Entendi a colocação dele, respeitei. No tempo que ele trabalhou aqui, não bati falta. Mas ele foi sincero.

“Quando você é sincero, nem sempre você vai agradar, mas acredito na meritocracia. Precisamos ter um grupo forte e numeroso e vou tratar os atletas como homens. Desse jeito, você nunca terá problemas, será sempre correto com todos.”

“Fui parado na blitz, e o policial pediu o documento. Eu apresentei tudo. Ele me perguntou “Está fazendo o quê?” Eu respondi “Estou indo para a concentração. Ele me falou “Joga o quê?”, e eu falei “Futebol, jogo no Botafogo”. O guarda não se conteve.

“E quem você é?”.

“Sou o Sassá, porra…”

Até altos conselheiros do São Paulo, ligados ao indeciso presidente Leco, torcem para que o São Paulo não consiga contratar Sassá. O clube do Morumbi está insistindo com a diretoria botafoguense, quer o atacante, indicado por Rogério Ceni.

Sassá, 22 anos, é o oposto de jogador que a diretoria imaginaria que o novo treinador iria pedir. Não pelo que faz dentro de campo. É hábil, veloz, artilheiro. Marcou 12 gols no Brasileiro. Mas fora dele está longe de ser o jogador exemplar que o ex-goleiro foi.

Ele adora o apelido Sassalotelli. Ele adora tirar a camisa e mostrar os músculos como o atacante italiano Mario Balotelli. E, como ele, é egocêntrico. Adora selfies.

Nessas férias está exagerando. Depois de tirar uma foto ostentando maços de dinheiro, ele acaba de postar uma imagem no parapeito de um prédio na Barra da Tijuca. Perigosamente em pé. E ainda foi capaz de caprichar na legenda.

“Digo obrigado ao meu Senhor

Por ser quem sou

Por conhecer quem conheci

Por ter amado quem me amou

Por ter vivido o que vivi

E sim, obrigado, Senhor

Por ter mais gente por mim, do que contra mim…”

430 Depois de exibir maços de dinheiro, Sassá se pendura no parapeito de um prédio. São Paulo se desilude com bad boy do Botafogo. Leco não vê como Sassálotelli possa conviver com o técnico Rogério Ceni...

Luiz Ricardo Alves começou na base do Botafogo. Era uma das grandes promessas. Mas não conseguiu se firmar. E foi emprestado para o Oeste de Itápolis. A equipe interiorana foi rebaixada e o devolveu, sem saudades. Acabou repassado ao Náutico. Jogou a Segunda Divisão. Marcou nove gols. E o Botafogo resolveu dar nova chance ao atacante.

Com Jair Ventura, conseguiu viver o seu melhor momento na carreira.

Sua multa rescisória é de R$ 30 milhões.

O jogador está longe de ser unanimidade no clube carioca. Tanto que há a esperança de contratação de Marinho do Vitória, para jogar com Montillo e Roger, dois novos contratados.

Há atletas que costumam ter uma grande temporada e depois não costumam repetir seu futebol. Sassá se mostra instável, capaz de revezar grandes com péssimas atuações. Por isso não é imprescindível ao Botafogo.

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Mas o que vem chamando a atenção é essa pose de bad boy.

Não combina com a postura séria de Jair Ventura, com Rogério Ceni, com Mano Menezes, o Cruzeiro também o quer. Nem os empresários que representam times ucranianos ficaram alegres com as fotos com o dinheiro e, agora, no parapeito de um prédio.

Conselheiros botafoguenses lamentam.

Sabem que a figura de Jobson ainda é forte.

O atacante que era a grande esperança do time se perdeu.

O ego o sabotou.

Leco está profundamente decepcionado com as últimas atitudes de Sassá.

Tudo o que ele não quer, com a atual falta de dinheiro no São Paulo, é desperdiçar dinheiro. Gastar com um jogador problemático. Sassá está conseguindo desestimular o interesse do clube do Morumbi.

Antevendo o choque com Ceni, Leco quer desistir da transação.

Neílton pode assumir o papel de atacante veloz pelos lados.

Não importa se é franzino e não forte, alto como queria Rogério Ceni.

Leco sofreu um grande baque com o Conselho Deliberativo impedindo a antecipação do dinheiro da Globo para 2019. Seriam R$ 20 milhões que o dirigente pretendia gastar em contratações e garantir de vez, sua reeleição em abril. Os conselheiros disseram não.

Assim, os cerca de R$ 15 milhões que pretende investir, além do que conseguir, vendendo Rodrigo Caio, precisam ser muito bem gastos. E, a esta altura, apostar em um bad boy para conviver com Rogério Ceni seria arriscado demais.

Só se houver uma absurda reviravolta, a negociação prosseguirá.

O São Paulo se desiludiu com Sassá.

O ‘Sassálotelli’…

O homem dos pacotes de dinheiro.

Do parapeito do prédio da Barra da Tijuca…
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Fonte: Blog do Cosme Rímoli - R7.com